Quando pensei em alguma coisa que pudesse perguntar e que fosse realmente relevante, quis saber sobre o sentido da vida:
A vida tem 24 horas, não mais que isso.
Só que se repete quase todo dia.
É um encadeamento de ações que vêm de escolhas.
Escolhas essas mais ou menos impostas, sempre moldadas por nós mesmos.
Nada mais que um organismo interagindo com seu meio, uma estrutura dissipativa como diriam alguns, aberta ao fluxo de matéria e energia, mas estruturalmente fechada.
Algumas escolhas fazemos, outras achamos que fazemos. Outras temos que fazer. Fazemos sem pensar. Fazemos escolhas até que nem parecem escolhas. Repetimos a mesma escolha acreditando não haver alternativa.
Afinal temos pouco tempo. 24 horas pra viver.
Ao mesmo tempo temos muito pela frente. A vida se repetiu até agora.
Mas como dizem os espanhóis:
A morte te és dada ao nascer
Única certeza nesse mundo de falsas certezas. Única banida renegada e ignorada
quinta-feira, agosto 28, 2008
quarta-feira, agosto 13, 2008
Não lembrava....
......Como era bom esse disco do Caetano Veloso - Fina Estampa.
De cabo a rabo. Desde a escolha das músicas de extremo bom gosto, melodiosas, fartas do ponto de vista da harmonia, com letras lindas, escolhidas a dedo por Caetano, como um passeio pelas Américas do Sul e Central.
Passando pela execução impecável com músicos muito gabaritados, arranjos incríveis e interpretação muito sensível de Caetano, com habilidade oral em castellano invejável.
Tem num e-mule perto da sua casa, em 128 ou 320 kbps + covers.
A minha favorita é a Tonada de luna llena.
De cabo a rabo. Desde a escolha das músicas de extremo bom gosto, melodiosas, fartas do ponto de vista da harmonia, com letras lindas, escolhidas a dedo por Caetano, como um passeio pelas Américas do Sul e Central.
Passando pela execução impecável com músicos muito gabaritados, arranjos incríveis e interpretação muito sensível de Caetano, com habilidade oral em castellano invejável.
Tem num e-mule perto da sua casa, em 128 ou 320 kbps + covers.
A minha favorita é a Tonada de luna llena.
quarta-feira, agosto 06, 2008
constatação aterradora
O que precisamos não é mais de um plano de contingência das catástrofes naturais
e sim de um plano de sobrevivência no mundo que virá.
e sim de um plano de sobrevivência no mundo que virá.
domingo, agosto 03, 2008
1
E foi depois do crepúsculo que um anjo guerreiro veio ao meu ouvido:
É assim mesmo meu filho, não se procupe. Acontece que, quando os filhos estão inertes, eles nem se dão muito conta da gente....
Ele se virou de costas e passou a observar as chamas da lareira que esquentava a cabana.
Quando um filho começa a se erguer é que começam a tentar te derrubar.
E foi justo logo após eu pedir a proteção.
No fundo é uma guerra, e quem é massa de manobra é adversário. Você erga sua torre alta, meu filho, que vem muita batalha pela frente.
Seja o pilar daqueles à sua volta, erradique suas doenças e a destruição de si.
Aqueles que ainda vagam, ajude a encontrar a luz.
Escutei.
Seja exemplo de pureza, não se permita envaidecer. Quem a ti de longe olha se fascina com a sua luz. Faça disso um benefício e não tiro de culatra, se mantenha sempre humilde pois contigo faço conta.
Eu sempre soube disso, mas não pude deixar de sentir as pernas amolecerem e o ar me faltar.
Só faltava aquela imagem que sentia estar bem próxima. Era como se, ao abrir a porta da cabana, estivesse de frente à ela. Aquela trilha que levava à uma montanha.
Não consegui ser natural, me faltaram as palavras.
Seja constante meu filho, mas escolha um ponto firme. Escolha aqueles que contigo construirão uma irmandade. Faça tudo diferente do que viste nesse mundo. Se mantenha próximo da água, mas no alto de uma montanha. O mundo será diferente, requererá novas habilidades. Que só poderão ser extraídas dos ensinamentos mais simples e rudimentares, mas que vem sendo esquecidos até quase se perderem.
Disse isso me deixando, com a promessa de retorno. Sei que posso chamá-lo, mas contudo preciso ir em frente.
É assim mesmo meu filho, não se procupe. Acontece que, quando os filhos estão inertes, eles nem se dão muito conta da gente....
Ele se virou de costas e passou a observar as chamas da lareira que esquentava a cabana.
Quando um filho começa a se erguer é que começam a tentar te derrubar.
E foi justo logo após eu pedir a proteção.
No fundo é uma guerra, e quem é massa de manobra é adversário. Você erga sua torre alta, meu filho, que vem muita batalha pela frente.
Seja o pilar daqueles à sua volta, erradique suas doenças e a destruição de si.
Aqueles que ainda vagam, ajude a encontrar a luz.
Escutei.
Seja exemplo de pureza, não se permita envaidecer. Quem a ti de longe olha se fascina com a sua luz. Faça disso um benefício e não tiro de culatra, se mantenha sempre humilde pois contigo faço conta.
Eu sempre soube disso, mas não pude deixar de sentir as pernas amolecerem e o ar me faltar.
Só faltava aquela imagem que sentia estar bem próxima. Era como se, ao abrir a porta da cabana, estivesse de frente à ela. Aquela trilha que levava à uma montanha.
Não consegui ser natural, me faltaram as palavras.
Seja constante meu filho, mas escolha um ponto firme. Escolha aqueles que contigo construirão uma irmandade. Faça tudo diferente do que viste nesse mundo. Se mantenha próximo da água, mas no alto de uma montanha. O mundo será diferente, requererá novas habilidades. Que só poderão ser extraídas dos ensinamentos mais simples e rudimentares, mas que vem sendo esquecidos até quase se perderem.
Disse isso me deixando, com a promessa de retorno. Sei que posso chamá-lo, mas contudo preciso ir em frente.
sexta-feira, agosto 01, 2008
Ressurgindo!
Esse é um blog que surge e ressurge, dependendo da minha fase na vida, é claro.
Vou mostrar pessoas habilidosas agora, achei demais isso!
Vou mostrar pessoas habilidosas agora, achei demais isso!
sexta-feira, maio 02, 2008
Centésima postagem
Gostaria de comemorar a minha centésima postagem no Rapsberrydreams com pompa e circunstância, mas não posso, então segue uma burocrática e necessária postagem:
"Cá estamos nós, cada um de um lado do caudaloso rio que nos separa"
E corre!
"Cá estamos nós, cada um de um lado do caudaloso rio que nos separa"
E corre!
sexta-feira, abril 18, 2008
terça-feira, abril 08, 2008
H3 - Humilde, Honesto, Homem
Então você pensa que é o oceano?
Pra lavar a terra e curar as feridas?
Acredita ser o vento?
Pra levar embora os gases viciados e trazer o novo?
Julgas ter o poder da terra?
De criar a vida e receber em aconchego os mortos?
Ou que tens o dom do fogo?
Justa e total destruição?
Pensas ter em si a bela magia?
De transmutar cada pensamento destrutivo?
Pois saiba que para tanto,
Será necessário enxergar do alto.
Despir-se das vaidades, observar as plantas.
Traçar um plano sublime e fazê-lo cumprir-se.
Pelas simples exigências da beleza do seu engenho.
Há que colocar-se de peito aberto,
Pois em ti tudo deve refletir.
Não no que pensas, no que almejas ser
Mas no papel de cada uma das coisas
Para que nada seja mais do que é
E assim se tornem muito mais do que são sozinhas.
Pra lavar a terra e curar as feridas?
Acredita ser o vento?
Pra levar embora os gases viciados e trazer o novo?
Julgas ter o poder da terra?
De criar a vida e receber em aconchego os mortos?
Ou que tens o dom do fogo?
Justa e total destruição?
Pensas ter em si a bela magia?
De transmutar cada pensamento destrutivo?
Pois saiba que para tanto,
Será necessário enxergar do alto.
Despir-se das vaidades, observar as plantas.
Traçar um plano sublime e fazê-lo cumprir-se.
Pelas simples exigências da beleza do seu engenho.
Há que colocar-se de peito aberto,
Pois em ti tudo deve refletir.
Não no que pensas, no que almejas ser
Mas no papel de cada uma das coisas
Para que nada seja mais do que é
E assim se tornem muito mais do que são sozinhas.
quinta-feira, março 20, 2008
Faca de ponta
Ah!
Injusto ser que nos assola.
Tens a real dimensão do mal que proporcionas?
Nos dá de comer na ponta de uma faca.
E enquanto abocanhamos, tu olhas para trás, displiscente.
Nos mostra que tão somente a sua negligência pode nos ser fatal.
E nos faz sentir em parte suas reais intenções, sangrando nossa língua.
Olhas para cima, para o chão.
Mas parece ignorar enquanto nos alimenta de ilusões.
Finas fatias da sua melhor iguaria.
Que na ponta da sua faca se torna bolor, depois pó, e some.
Ó infeliz figura que nos ameaça no frio,
De nos tirar sua suave manta, logo após ter nos salvado do gelo.
Deixasse-nos morrer congelados, ao menos dignos!
Seríamos mortos e não prostituidos.
Rume para o infinito com o seu burro, deixe-nos para trás,
Não fazemos questão de sermos lembrados.
Preferimos a morte pelo esquecimento, bruta e ferina,
Do que a sua doce migalha.
Injusto ser que nos assola.
Tens a real dimensão do mal que proporcionas?
Nos dá de comer na ponta de uma faca.
E enquanto abocanhamos, tu olhas para trás, displiscente.
Nos mostra que tão somente a sua negligência pode nos ser fatal.
E nos faz sentir em parte suas reais intenções, sangrando nossa língua.
Olhas para cima, para o chão.
Mas parece ignorar enquanto nos alimenta de ilusões.
Finas fatias da sua melhor iguaria.
Que na ponta da sua faca se torna bolor, depois pó, e some.
Ó infeliz figura que nos ameaça no frio,
De nos tirar sua suave manta, logo após ter nos salvado do gelo.
Deixasse-nos morrer congelados, ao menos dignos!
Seríamos mortos e não prostituidos.
Rume para o infinito com o seu burro, deixe-nos para trás,
Não fazemos questão de sermos lembrados.
Preferimos a morte pelo esquecimento, bruta e ferina,
Do que a sua doce migalha.
quinta-feira, março 13, 2008
G.O.G.
Já falei demais que admiro o G.O.G., mas não me canso de repetir.
Poesia pura, sem dó!
A rima denuncia
(G.O.G.)
A rima tem urgência
O caso é complicado,
Tem que ser certeira
Não pode errar o alvo,
A rima denuncia e sacrifica
O que a lei do homem não entende e santifica
Hora rica, hora pobre
Hora vibra, hora sofre
A rima é muito mais que a tinta e o pergaminho
Errou quem comparou seu teor ao do vinho
Pra quem sente frio, é cobertor
É alívio na hora da dor
A rima não se silencia nos lamentos no desgosto
É eterna seu autor nunca está morto
Muita gente subiu, e atraiu
Consolada por ela quando caiu
A rima transforma um homem por inteiro
Cela fechada mente aberta descrevendo o cativeiro.
Jóia rara, ouro da simplicidade
Jazidas encontradas na humanidade
A rima recicla da vida a palavra pobreza
Agora espírito de luta, beleza
Não se entrega, não paga resgate
É vacinada contra o vírus vaidade
A rima desafia a hipocrisia
É pancada sem dó, pura rebeldia
Sem ritmo, sem compasso, fora do tempo
Livre pra expressar seus sentimentos
A rima é assim mesmo, sem explicação
A vivência explodindo em inspiração
É um drible, um show de habilidade
Lance que deixa o zagueiro irado e na saudade
A rima é o universo em equilíbrio
Há quem odeie e eu, eu acho incrível
Tem muito mais valia que o dinheiro,
Não se compra, não se vende não se sente o cheiro
A rima é a palavra no maior significado
Adversária da frieza de um dicionário
Não tem fans, tem seguidores
Impostores gravam cenas como atores
A rima sofre com a censura foi caluniada
Por quem ri do verso e não crê na força da palavra.
(mas o dia da igualdade, ta chegando seu doutor,
mas o dia da igualdade, ta chegando seu doutor.)
Poesia pura, sem dó!
A rima denuncia
(G.O.G.)
A rima tem urgência
O caso é complicado,
Tem que ser certeira
Não pode errar o alvo,
A rima denuncia e sacrifica
O que a lei do homem não entende e santifica
Hora rica, hora pobre
Hora vibra, hora sofre
A rima é muito mais que a tinta e o pergaminho
Errou quem comparou seu teor ao do vinho
Pra quem sente frio, é cobertor
É alívio na hora da dor
A rima não se silencia nos lamentos no desgosto
É eterna seu autor nunca está morto
Muita gente subiu, e atraiu
Consolada por ela quando caiu
A rima transforma um homem por inteiro
Cela fechada mente aberta descrevendo o cativeiro.
Jóia rara, ouro da simplicidade
Jazidas encontradas na humanidade
A rima recicla da vida a palavra pobreza
Agora espírito de luta, beleza
Não se entrega, não paga resgate
É vacinada contra o vírus vaidade
A rima desafia a hipocrisia
É pancada sem dó, pura rebeldia
Sem ritmo, sem compasso, fora do tempo
Livre pra expressar seus sentimentos
A rima é assim mesmo, sem explicação
A vivência explodindo em inspiração
É um drible, um show de habilidade
Lance que deixa o zagueiro irado e na saudade
A rima é o universo em equilíbrio
Há quem odeie e eu, eu acho incrível
Tem muito mais valia que o dinheiro,
Não se compra, não se vende não se sente o cheiro
A rima é a palavra no maior significado
Adversária da frieza de um dicionário
Não tem fans, tem seguidores
Impostores gravam cenas como atores
A rima sofre com a censura foi caluniada
Por quem ri do verso e não crê na força da palavra.
(mas o dia da igualdade, ta chegando seu doutor,
mas o dia da igualdade, ta chegando seu doutor.)
o que não fui
Ahh o vôo,
Sublime e insensata fluidez
possibilidade infinita
anseios que não terei
força de leveza extrema
Ah de longe,
Só guardo a imaginação
o devaneio, a aspiração
suponho que lá fomos felizes
pois lá nunca pisei
Ah o tempo,
que me ignora por me ter
debaixo de sua capa,
sumido na pequenice
espaço do inexistente
faz questão de mostrar-se,
exibir seu porte, esmagar o nada
Ah, a incompletude,
Sublime e insensata fluidez
possibilidade infinita
anseios que não terei
força de leveza extrema
Ah de longe,
Só guardo a imaginação
o devaneio, a aspiração
suponho que lá fomos felizes
pois lá nunca pisei
Ah o tempo,
que me ignora por me ter
debaixo de sua capa,
sumido na pequenice
espaço do inexistente
faz questão de mostrar-se,
exibir seu porte, esmagar o nada
Ah, a incompletude,
quarta-feira, março 12, 2008
o primeiro consultor

Aí está gente o motivo do meu sumiço.... Consegui meu primeiro cliente direto e aloquei um consultor lá...... Joinville - SC - irônico né Thurram?

Estamos em proceso na AES Eletropaulo.... há taaanto tempo.... e em mais milhões de empresas....
Como não consigo pensar em mais nada, resolvi entreter vocês com essas bobagens....
espero que ainda tenha algum leitor... e prometo que um dia meu cérebro vai voltar a conseguir pensar em algo pra escrever, como nos áureos tempos....
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Pingos
Uma chuva torrencial que me atormenta e faz feliz
Devolva-me a água!
Deixe-me estar na tempestade e ser só ar.
Não estar com os pés no chão
e escutar os segredos dos pingos
dos relâmpagos.
Escritos pelas marcas no chão
histórias e devaneios do vento.
Agora ela veio de verdade.
Ah! relva como te ressentes
ao regozijar-se com essa chuva de torrentes.
Dos pingos brutos que a ti beijam
espancam-te, dançam contigo.
Não olha com quem conversa
não pede licença mas vem convidada.
Se anuncia com trompas e trombones
faz alarde e espalhafato
Se exaspera e se aquieta
deixando apénas sua aura azul.
E de sorrateira que és
faz a volta sem alarde.
Se instala em silêncio
e permanece por horas
enganando quem faz dela idéia pouca.
E de pouca água em pouca água
devolve-me o sabor da terra.
Finge ser pura inocência
mas resolve sua sina.
Infeliz do seco homem
que seus ares não respira,
cuja pele não atina,
cuja fronte é tão altiva,
que pragueja dessa vida,
e não olha mais pra cima.
Devolva-me a água!
Deixe-me estar na tempestade e ser só ar.
Não estar com os pés no chão
e escutar os segredos dos pingos
dos relâmpagos.
Escritos pelas marcas no chão
histórias e devaneios do vento.
Agora ela veio de verdade.
Ah! relva como te ressentes
ao regozijar-se com essa chuva de torrentes.
Dos pingos brutos que a ti beijam
espancam-te, dançam contigo.
Não olha com quem conversa
não pede licença mas vem convidada.
Se anuncia com trompas e trombones
faz alarde e espalhafato
Se exaspera e se aquieta
deixando apénas sua aura azul.
E de sorrateira que és
faz a volta sem alarde.
Se instala em silêncio
e permanece por horas
enganando quem faz dela idéia pouca.
E de pouca água em pouca água
devolve-me o sabor da terra.
Finge ser pura inocência
mas resolve sua sina.
Infeliz do seco homem
que seus ares não respira,
cuja pele não atina,
cuja fronte é tão altiva,
que pragueja dessa vida,
e não olha mais pra cima.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
A paz
Só encontraria a paz se a olhasse
Se a procurasse debaixo de tudo
Se me fossem dadas a calma e a distração
Que dão lugar ao ar
Limpo, usado, lento e incisivo
Se me fosse permitido tudo encher de luz
Para ver como as coisas são
Nada seria tão diferente
Mas eu estaria ali
Podendo ver novamente
E flagrar as coisas como são
Iguais ao que foram
E podendo ver novamente
Fechar, e abrir os olhos
Aos poucos
E ver novamente tudo
E flagrar os fatos que iluminam as coisas
Que as enchem de ar
E as tornam como sempre foram
Iguais mas nuas
Envergonhadas
De nada serem em si
Sem alguém para respirar seus ares venenosos
filtrá-los, absorvê-los
Molhá-los com outras vestes
Amá-los com novos olhares
Do fino bolor extrair a dor
E da firme dor o rancor
E ao implacável rancor
Aplicar o máximo transformador
E deixar sair o ar
E deixar entrar o ar
E olhá-lo novamente
Com olhar desarmado e triste
Para vê-lo ainda rancor
Com outros matizes
Outra opacidade
E deixar sair o ar
Se a procurasse debaixo de tudo
Se me fossem dadas a calma e a distração
Que dão lugar ao ar
Limpo, usado, lento e incisivo
Se me fosse permitido tudo encher de luz
Para ver como as coisas são
Nada seria tão diferente
Mas eu estaria ali
Podendo ver novamente
E flagrar as coisas como são
Iguais ao que foram
E podendo ver novamente
Fechar, e abrir os olhos
Aos poucos
E ver novamente tudo
E flagrar os fatos que iluminam as coisas
Que as enchem de ar
E as tornam como sempre foram
Iguais mas nuas
Envergonhadas
De nada serem em si
Sem alguém para respirar seus ares venenosos
filtrá-los, absorvê-los
Molhá-los com outras vestes
Amá-los com novos olhares
Do fino bolor extrair a dor
E da firme dor o rancor
E ao implacável rancor
Aplicar o máximo transformador
E deixar sair o ar
E deixar entrar o ar
E olhá-lo novamente
Com olhar desarmado e triste
Para vê-lo ainda rancor
Com outros matizes
Outra opacidade
E deixar sair o ar
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Das coisas simples que só lá encontro
Eu gosto de lá por motivos simples, mas que no fundo são coisas importantes demais no momento.
Gosto de ver minhas plantas crescerem, centímetro a centímetro, e sofro quando uma delas não vai bem.
Gosto de ter o meu canto com meu computador e minhas músicas, onde me refugio para refletir, onde consigo desligar um pouco meu lado consciente e deixar algumas idéias brotarem.
Gosto de olhar para o meu armário e ver as gravatas penduradas em cabides, o que passa uma sensação inicial de precariedade, seguida de um aconchego até que organizado.
Gosto quando tenho camisas passadas e limpas para trabalhar no dia seguinte, e tenho muito a agradecer à minha mãe por isso.
Gosto de recolocar as pessoas nos lugares que elas ocupam no meus sentimentos, e estar lá me proporciona o distanciamento necessário para tal.
Gosto de ver a minha geladeira vazia, quando ela se enche de poucas coisas para logo esvaziar-se novamente.
Gosto de abrir as janelas e deixar o ar entrar, gosto de passar quatro horas do meu final de semana com rodo e vassoura na mão, pois a sensação de cuidar do meu império se mostrou imbatível.
Gosto de ver a minha bagunça organizada, e ir arrumando tudo aos poucos e notar que meu poder de bagunça é maior que minha capacidade organizativa.
Gosto também de ver que certos hábitos precisam ser deixados para trás, pois eles simplesmente dão mais trabalho do que deveriam. Estou começando a gostar de abrir espaço para coisas novas entrarem, sendo que não consigo me desfazer das velhas, mas tenho feito isso à contragosto, e colhido saborosos frutos.
Gosto quando ela traz coisas e diz assim: ganhei e logo pensei que queria dar pra casinha.
Enfim gosto de estar lá embora tenha pouco tempo pra isso ultimamente. A casinha, ela tem nome, tem vida.
Quero receber a todos lá. A quem ainda não conhece peço desculpas e garanto que isso acontece por falta de tempo/organização/fôlego e que terei prazer em recebê-los em breve.
Alguma hora arrumo tempo também pra dar uma olhada nos meus blogs queridos, dos meus amigos que devem estar borbulhando...
E na hora que a coisa acalmar, volto a postar com regularidade.
Saudades de todos.
Gosto de ver minhas plantas crescerem, centímetro a centímetro, e sofro quando uma delas não vai bem.
Gosto de ter o meu canto com meu computador e minhas músicas, onde me refugio para refletir, onde consigo desligar um pouco meu lado consciente e deixar algumas idéias brotarem.
Gosto de olhar para o meu armário e ver as gravatas penduradas em cabides, o que passa uma sensação inicial de precariedade, seguida de um aconchego até que organizado.
Gosto quando tenho camisas passadas e limpas para trabalhar no dia seguinte, e tenho muito a agradecer à minha mãe por isso.
Gosto de recolocar as pessoas nos lugares que elas ocupam no meus sentimentos, e estar lá me proporciona o distanciamento necessário para tal.
Gosto de ver a minha geladeira vazia, quando ela se enche de poucas coisas para logo esvaziar-se novamente.
Gosto de abrir as janelas e deixar o ar entrar, gosto de passar quatro horas do meu final de semana com rodo e vassoura na mão, pois a sensação de cuidar do meu império se mostrou imbatível.
Gosto de ver a minha bagunça organizada, e ir arrumando tudo aos poucos e notar que meu poder de bagunça é maior que minha capacidade organizativa.
Gosto também de ver que certos hábitos precisam ser deixados para trás, pois eles simplesmente dão mais trabalho do que deveriam. Estou começando a gostar de abrir espaço para coisas novas entrarem, sendo que não consigo me desfazer das velhas, mas tenho feito isso à contragosto, e colhido saborosos frutos.
Gosto quando ela traz coisas e diz assim: ganhei e logo pensei que queria dar pra casinha.
Enfim gosto de estar lá embora tenha pouco tempo pra isso ultimamente. A casinha, ela tem nome, tem vida.
Quero receber a todos lá. A quem ainda não conhece peço desculpas e garanto que isso acontece por falta de tempo/organização/fôlego e que terei prazer em recebê-los em breve.
Alguma hora arrumo tempo também pra dar uma olhada nos meus blogs queridos, dos meus amigos que devem estar borbulhando...
E na hora que a coisa acalmar, volto a postar com regularidade.
Saudades de todos.
terça-feira, janeiro 29, 2008
mais uma vez, paciência
Pois é meu povo, aconteceu de novo.
O ano começou quente em termos de trabalho e por isso o blog está assim, parado desde 2007.
Mas vamos dar as boas vindas para esse ano de maneira gloriosa.
Peço paciência novamente pois em breve voltarei a escrever.
Saudades de todos, principalmente de você, meu blog!
O ano começou quente em termos de trabalho e por isso o blog está assim, parado desde 2007.
Mas vamos dar as boas vindas para esse ano de maneira gloriosa.
Peço paciência novamente pois em breve voltarei a escrever.
Saudades de todos, principalmente de você, meu blog!
sexta-feira, dezembro 28, 2007
De novo ele

Descobri um trabalho acadêmico, feito pois dois portugueses, que trata do infinito do ponto de vista da matemática.
Dele retirei o último drops sobre o infinito.
Olhando melhor, achei muita coisa interessante que acrescenta nessa (infindável) discussão sobre o infinito.
Vamos a elas:
O conceito de infinito surge, antes de mais, na filosofia com o significado de que não existem limites. É a especulação teológica que dá a este conceito um conteúdo positivo de perfeição (ou grandeza) que é impossível superar.
Micheli, in Romano, 1997, p. 133
O infinito é algo de indefinido, por não ter fim ou limite;
O infinito não é definido nem indefinido, porque no que lhe diz respeito, carece de sentido toda a referência a um fim ou limite;
O infinito é algo meramente potencial, que está “sendo” mas não “é”
O infinito é algo actual e inteiramente dado.
Existem duas formas de encarar teoricamente o infinito:
as positivas
que se referem à noção de número transfinito elaborada por Cantor
no âmbito da teoria dos conjuntos, ou que se referem ao infinito enquanto
característica necessária da perfeição absoluta;
as negativas
que defendem o infinito como a ausência de um certo limite.
"O substantivo «infinito» é uma palavra cômoda e que se não pode substituir : não se pode tornar misterioso nem «fazer vertigens»
senão àqueles que ignoram ou que esquecem a maneira tão simples pela qual se pode defini-lo.”
Marcel Boll in As etapas da matemática
Do nada criei um novo e estranho universo.
Janos Bolyai
A última coisa que se nos depara ao fazermos uma obra
é saber aquilo que se deve pôr em primeiro lugar.
Blaise Pascal
É impossível atravessar o estádio; porque, antes de se atingir a meta, deve
primeiro alcançar-se o ponto intermédio da distância a percorrer; antes de atingir
esse ponto, deve atingir-se o ponto que está a meio caminho desse ponto; e assim
ad infinitum.
Kirk e Raven, 1979, p. 300-301
O coração tem razões que a própria razão desconhece.
Blaise Pascal
A mais intransponível de todas as barreiras da Natureza é aquela existente entre os pensamentos do Homem e
os de outro.
William James
Querer a verdade é confessar-se incapaz de a criar.
Friedrich Nietzsche
Se não esperais o inesperado, não o encontrareis,
visto que é penoso descobri-lo e, além disso, difícil.
Heráclito
Para alcançar a verdade é necessário ; uma vez na
vida, pôr tudo em dúvida – até onde seja possível.
Descartes
O caminho dos paradoxos é o caminho da verdade.
Oscar Wilde
Quando discutimos uma questão transcendente, devemos
ser transcendentemente claros.
Descartes
O que mais desespera, não é o impossível. Mas o
possível não alcançado.
Robert Mallet
Ler bem o universo é ler bem a vida.
Victor Hugo
(...) Deveria haver uma cadeia infinita unindo um qualquer macaco a Darwin,
respeitando as regras: o filho de um macaco é um macaco, o pai de um homem é um
homem. »
Reeb, cit in Stewart, 1996, p. 85
Nunca se vai tão longe como quando se sabe para
onde se vai.
Oliver Cromwell
É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma
estrela.
Friedrich Nietzsche
O marketing e a Lebre

Hoje em dia tudo é passível de ser maquiado e transformado numa coisa boa, positiva.
Mesmo as piores coisas.
Lendo o blog do FITI, dei de cara com um link para um texto do atual presidente corinthiano, Andrés Sanchez.
Me chamaram demais a atenção os recursos usados para fazer a queda de divisão parecer amena, quase boa.
Sobre a queda de divisão, vejam as belas palavras:
"É claro que todos nós torcedores, dirigentes ou pessoas ligadas ao clube recordaremos amargamente para sempre deste ano como aquele em que sofremos por alcançarmos a Segunda Divisão do futebol nacional."
"Alcançarmos a segunda divisão (!!!)"
E não estou aqui para espinafrar os corinthianos.
Estou aqui para dizer que é um absurdo que o marketing social exista, quando os objetivos das empresas sempre foram os mesmos: O lucro.
Se tem alguém ajudando alguém é pensando nas verdinhas. Se dar dinheiro aos pobres melhora a imagem da empresa e isso dá lucro, vamos dar dinheiro aos pobres. Se dá desconto em algum imposto, então melhor ainda.
É um absurdo que qualquer um julgue um suspeito ao vivo, sem que esse tenha chance de se defender, como acontece todos os dias nesses programas que aparentemente são os policiais da sociedade e estão a serviço do bem, contra os malfeitores.
É absolutamente abjeto o fato de que as propagandas mentem descaradamente, sobre preços, condições de pagamento e até a entrega do produto.
E eles podem mentir porque colocam no anúncio, láááá no final, um asterisco beeeeeem pequenininho, ilegível dizendo assim:
* essa promoção dura apenas meia hora e nós não nos responsabilizamos por cumprir nenhuma das condições anunciadas.
E a bela modelo que vemos nas revistas? Nem ela existe! É tudo um truque de photoshop e as pessoas compram aquele padrão de beleza, depois se depreciam, ficam infelizes com seus corpos, pois é difícil parecer daquele jeito, e compram o embelezator na farmácia e lêm no rótulo que aquele produto "embeleza em dois dias ou seu dinheiro de volta"
Tá parecendo um balaio de gato?
O que tem em comum em tudo isso?
Não sou a favor da censura, nem da ditadura, nem de restrições às liberdades individuais.
Mas pelo-amor-de-Deus, não podemos permitir que qualquer coisa seja veiculada por um simples motivo: essa veiculação mentirosa fere a liberdade e direito de escolha de muita gente.
Algo precisa ser feito no sentido de se verificar a autenticidade de informações divulgadas. E aí vai discussão pra mais de ano.
Mas é melhor discutirmos, pois caso contrário, teremos alcançado gloriosamente a segunda divisão, julgaremos milhares de inocentes como culpados, compraremos gato por lebre e continuaremos assistindo ao mais nefando espetáculo que é:
Informação sendo tratada como mercadoria, maquiada, usurpada, falsificada, embelezada.
"Ahh, mas acreditou porque é ingênuo, se tivesse estudado não acreditava...."
Moramos no Brasil, onde as pessoas não estudam, e quando estudam, o fazem de maneira precária, com baixíssima qualidade no ensino e no coeficiente de aprendizagem.
Quando vamos parar de cercear a liberdade de quem não tem como se defender?
Ou será que só a nossa falsa liberdade importa?
Ou o lucro?
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Drops do Infinito
E lá vou eu de novo! Só pra jogar mais lenha numa fogueira pretensamente morta!
Apenas um drops, desconectado, mas muito interessante!
infinito é algo indefinido, por carecer de
fim, de limite ou termo.
O infinito não é nem definido nem indefinido, porque em
relação a ele carece de sentido toda a referência a um fim, limite ou termo.
O infinito é algo meramente potencial: está a ser, mas não é.
Transcrição de um dicionário de filosofia
Apenas um drops, desconectado, mas muito interessante!
infinito é algo indefinido, por carecer de
fim, de limite ou termo.
O infinito não é nem definido nem indefinido, porque em
relação a ele carece de sentido toda a referência a um fim, limite ou termo.
O infinito é algo meramente potencial: está a ser, mas não é.
Transcrição de um dicionário de filosofia
RSS
Não sei se meus leitores mais atentos notaram o novo link que aparece aqui do lado direito intitulado "RSS".
O que significa a sigla eu não sei, mas sei que esse link permite que você leitor acompanhe as novidades do Rapsberrydreams sem precisar acessar o http://rapsberrydreams.blogspot.com todos os dias, manualmente.
Como isso funciona? Através de um bacaninha google reader.
Acesse www.google.com/ig (i-google). Lá você, que tem um orkut, um gmail e outras ferramentas google, pode acessar tudo no mesmo painel, apenas acessando o seu i-google, com os mesmos login e senha da sua conta google.
Lá você terá data e hora, avisos dos aniversários pelo orkut, um preview da sua caixa de entrada do gmail e os tópicos recentes postados nos blogs de sua preferência.
Para que seu i-google seja alimentado com as novas do Rapsberrydreams, basta clicar nesse famigerado link "RSS" e adicionar o feed (é assim que chama) do meu blog ao seu i-google.
Assim sempre que você encontrar a imagem acima, essa laranjinha, geralmente significa RSS (Eu não tive a competência, ainda de colocar a imagem ao lado do link, mas eu chego lá.)
Assim quando você enxergar esse link, basta clicar e adicionar o feed ao seu i-google, ou reader da sua preferência. Assim você verá as novas postagens sem ter que ficar digitando uma maratona de endereços no seu browser pra fazer a sua leitura diária.
Espero que tenham compreendido (eu ainda não compreendi) na medida do possível.
Espero mais ainda, espero que isso ajude os que tem preguiça ou falta de hábito de ler o Rapsberrydreams a fazê-lo com mais ou com alguma frequência.
Rapsberrydreams e você, uma história de amor!
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