quinta-feira, março 20, 2008

Faca de ponta

Ah!

Injusto ser que nos assola.

Tens a real dimensão do mal que proporcionas?

Nos dá de comer na ponta de uma faca.

E enquanto abocanhamos, tu olhas para trás, displiscente.

Nos mostra que tão somente a sua negligência pode nos ser fatal.

E nos faz sentir em parte suas reais intenções, sangrando nossa língua.

Olhas para cima, para o chão.

Mas parece ignorar enquanto nos alimenta de ilusões.

Finas fatias da sua melhor iguaria.

Que na ponta da sua faca se torna bolor, depois pó, e some.

Ó infeliz figura que nos ameaça no frio,

De nos tirar sua suave manta, logo após ter nos salvado do gelo.

Deixasse-nos morrer congelados, ao menos dignos!

Seríamos mortos e não prostituidos.

Rume para o infinito com o seu burro, deixe-nos para trás,

Não fazemos questão de sermos lembrados.

Preferimos a morte pelo esquecimento, bruta e ferina,

Do que a sua doce migalha.

quinta-feira, março 13, 2008

G.O.G.

Já falei demais que admiro o G.O.G., mas não me canso de repetir.

Poesia pura, sem dó!

A rima denuncia
(G.O.G.)

A rima tem urgência
O caso é complicado,

Tem que ser certeira
Não pode errar o alvo,

A rima denuncia e sacrifica
O que a lei do homem não entende e santifica

Hora rica, hora pobre
Hora vibra, hora sofre

A rima é muito mais que a tinta e o pergaminho
Errou quem comparou seu teor ao do vinho

Pra quem sente frio, é cobertor
É alívio na hora da dor

A rima não se silencia nos lamentos no desgosto
É eterna seu autor nunca está morto

Muita gente subiu, e atraiu
Consolada por ela quando caiu

A rima transforma um homem por inteiro
Cela fechada mente aberta descrevendo o cativeiro.

Jóia rara, ouro da simplicidade
Jazidas encontradas na humanidade

A rima recicla da vida a palavra pobreza
Agora espírito de luta, beleza

Não se entrega, não paga resgate
É vacinada contra o vírus vaidade

A rima desafia a hipocrisia
É pancada sem dó, pura rebeldia

Sem ritmo, sem compasso, fora do tempo
Livre pra expressar seus sentimentos

A rima é assim mesmo, sem explicação
A vivência explodindo em inspiração

É um drible, um show de habilidade
Lance que deixa o zagueiro irado e na saudade

A rima é o universo em equilíbrio
Há quem odeie e eu, eu acho incrível

Tem muito mais valia que o dinheiro,
Não se compra, não se vende não se sente o cheiro

A rima é a palavra no maior significado
Adversária da frieza de um dicionário

Não tem fans, tem seguidores
Impostores gravam cenas como atores

A rima sofre com a censura foi caluniada
Por quem ri do verso e não crê na força da palavra.

(mas o dia da igualdade, ta chegando seu doutor,
mas o dia da igualdade, ta chegando seu doutor.)

o que não fui

Ahh o vôo,

Sublime e insensata fluidez
possibilidade infinita
anseios que não terei
força de leveza extrema

Ah de longe,

Só guardo a imaginação
o devaneio, a aspiração
suponho que lá fomos felizes
pois lá nunca pisei

Ah o tempo,

que me ignora por me ter
debaixo de sua capa,
sumido na pequenice
espaço do inexistente
faz questão de mostrar-se,
exibir seu porte, esmagar o nada

Ah, a incompletude,

quarta-feira, março 12, 2008

o primeiro consultor


Aí está gente o motivo do meu sumiço.... Consegui meu primeiro cliente direto e aloquei um consultor lá...... Joinville - SC - irônico né Thurram?

Estamos em proceso na AES Eletropaulo.... há taaanto tempo.... e em mais milhões de empresas....

Como não consigo pensar em mais nada, resolvi entreter vocês com essas bobagens....

espero que ainda tenha algum leitor... e prometo que um dia meu cérebro vai voltar a conseguir pensar em algo pra escrever, como nos áureos tempos....

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Pingos

Uma chuva torrencial que me atormenta e faz feliz

Devolva-me a água!

Deixe-me estar na tempestade e ser só ar.

Não estar com os pés no chão

e escutar os segredos dos pingos
dos relâmpagos.

Escritos pelas marcas no chão
histórias e devaneios do vento.

Agora ela veio de verdade.

Ah! relva como te ressentes
ao regozijar-se com essa chuva de torrentes.

Dos pingos brutos que a ti beijam
espancam-te, dançam contigo.

Não olha com quem conversa
não pede licença mas vem convidada.

Se anuncia com trompas e trombones
faz alarde e espalhafato

Se exaspera e se aquieta
deixando apénas sua aura azul.

E de sorrateira que és
faz a volta sem alarde.

Se instala em silêncio
e permanece por horas
enganando quem faz dela idéia pouca.

E de pouca água em pouca água
devolve-me o sabor da terra.

Finge ser pura inocência
mas resolve sua sina.

Infeliz do seco homem
que seus ares não respira,
cuja pele não atina,
cuja fronte é tão altiva,
que pragueja dessa vida,
e não olha mais pra cima.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

A paz

Só encontraria a paz se a olhasse
Se a procurasse debaixo de tudo
Se me fossem dadas a calma e a distração
Que dão lugar ao ar
Limpo, usado, lento e incisivo
Se me fosse permitido tudo encher de luz
Para ver como as coisas são

Nada seria tão diferente
Mas eu estaria ali
Podendo ver novamente
E flagrar as coisas como são
Iguais ao que foram
E podendo ver novamente
Fechar, e abrir os olhos
Aos poucos
E ver novamente tudo
E flagrar os fatos que iluminam as coisas
Que as enchem de ar
E as tornam como sempre foram
Iguais mas nuas
Envergonhadas
De nada serem em si

Sem alguém para respirar seus ares venenosos
filtrá-los, absorvê-los
Molhá-los com outras vestes
Amá-los com novos olhares
Do fino bolor extrair a dor
E da firme dor o rancor
E ao implacável rancor
Aplicar o máximo transformador

E deixar sair o ar
E deixar entrar o ar
E olhá-lo novamente
Com olhar desarmado e triste

Para vê-lo ainda rancor
Com outros matizes
Outra opacidade
E deixar sair o ar

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Das coisas simples que só lá encontro

Eu gosto de lá por motivos simples, mas que no fundo são coisas importantes demais no momento.

Gosto de ver minhas plantas crescerem, centímetro a centímetro, e sofro quando uma delas não vai bem.

Gosto de ter o meu canto com meu computador e minhas músicas, onde me refugio para refletir, onde consigo desligar um pouco meu lado consciente e deixar algumas idéias brotarem.

Gosto de olhar para o meu armário e ver as gravatas penduradas em cabides, o que passa uma sensação inicial de precariedade, seguida de um aconchego até que organizado.

Gosto quando tenho camisas passadas e limpas para trabalhar no dia seguinte, e tenho muito a agradecer à minha mãe por isso.

Gosto de recolocar as pessoas nos lugares que elas ocupam no meus sentimentos, e estar lá me proporciona o distanciamento necessário para tal.

Gosto de ver a minha geladeira vazia, quando ela se enche de poucas coisas para logo esvaziar-se novamente.

Gosto de abrir as janelas e deixar o ar entrar, gosto de passar quatro horas do meu final de semana com rodo e vassoura na mão, pois a sensação de cuidar do meu império se mostrou imbatível.

Gosto de ver a minha bagunça organizada, e ir arrumando tudo aos poucos e notar que meu poder de bagunça é maior que minha capacidade organizativa.

Gosto também de ver que certos hábitos precisam ser deixados para trás, pois eles simplesmente dão mais trabalho do que deveriam. Estou começando a gostar de abrir espaço para coisas novas entrarem, sendo que não consigo me desfazer das velhas, mas tenho feito isso à contragosto, e colhido saborosos frutos.

Gosto quando ela traz coisas e diz assim: ganhei e logo pensei que queria dar pra casinha.

Enfim gosto de estar lá embora tenha pouco tempo pra isso ultimamente. A casinha, ela tem nome, tem vida.

Quero receber a todos lá. A quem ainda não conhece peço desculpas e garanto que isso acontece por falta de tempo/organização/fôlego e que terei prazer em recebê-los em breve.

Alguma hora arrumo tempo também pra dar uma olhada nos meus blogs queridos, dos meus amigos que devem estar borbulhando...

E na hora que a coisa acalmar, volto a postar com regularidade.

Saudades de todos.

terça-feira, janeiro 29, 2008

mais uma vez, paciência

Pois é meu povo, aconteceu de novo.

O ano começou quente em termos de trabalho e por isso o blog está assim, parado desde 2007.

Mas vamos dar as boas vindas para esse ano de maneira gloriosa.

Peço paciência novamente pois em breve voltarei a escrever.

Saudades de todos, principalmente de você, meu blog!

sexta-feira, dezembro 28, 2007

De novo ele


Descobri um trabalho acadêmico, feito pois dois portugueses, que trata do infinito do ponto de vista da matemática.

Dele retirei o último drops sobre o infinito.

Olhando melhor, achei muita coisa interessante que acrescenta nessa (infindável) discussão sobre o infinito.

Vamos a elas:

O conceito de infinito surge, antes de mais, na filosofia com o significado de que não existem limites. É a especulação teológica que dá a este conceito um conteúdo positivo de perfeição (ou grandeza) que é impossível superar.

Micheli, in Romano, 1997, p. 133

O infinito é algo de indefinido, por não ter fim ou limite;

O infinito não é definido nem indefinido, porque no que lhe diz respeito, carece de sentido toda a referência a um fim ou limite;


O infinito é algo meramente potencial, que está “sendo” mas não “é”



O infinito é algo actual e inteiramente dado.


Existem duas formas de encarar teoricamente o infinito:

as positivas

que se referem à noção de número transfinito elaborada por Cantor
no âmbito da teoria dos conjuntos, ou que se referem ao infinito enquanto
característica necessária da perfeição absoluta;

as negativas

que defendem o infinito como a ausência de um certo limite.


"O substantivo «infinito» é uma palavra cômoda e que se não pode substituir : não se pode tornar misterioso nem «fazer vertigens»
senão àqueles que ignoram ou que esquecem a maneira tão simples pela qual se pode defini-lo.”


Marcel Boll in As etapas da matemática


Do nada criei um novo e estranho universo.

Janos Bolyai

A última coisa que se nos depara ao fazermos uma obra
é saber aquilo que se deve pôr em primeiro lugar.


Blaise Pascal


É impossível atravessar o estádio; porque, antes de se atingir a meta, deve
primeiro alcançar-se o ponto intermédio da distância a percorrer; antes de atingir
esse ponto, deve atingir-se o ponto que está a meio caminho desse ponto; e assim
ad infinitum.


Kirk e Raven, 1979, p. 300-301

O coração tem razões que a própria razão desconhece.

Blaise Pascal

A mais intransponível de todas as barreiras da Natureza é aquela existente entre os pensamentos do Homem e
os de outro.


William James

Querer a verdade é confessar-se incapaz de a criar.


Friedrich Nietzsche

Se não esperais o inesperado, não o encontrareis,
visto que é penoso descobri-lo e, além disso, difícil.


Heráclito

Para alcançar a verdade é necessário ; uma vez na
vida, pôr tudo em dúvida – até onde seja possível.


Descartes

O caminho dos paradoxos é o caminho da verdade.


Oscar Wilde

Quando discutimos uma questão transcendente, devemos
ser transcendentemente claros.


Descartes

O que mais desespera, não é o impossível. Mas o
possível não alcançado.


Robert Mallet

Ler bem o universo é ler bem a vida.

Victor Hugo

(...) Deveria haver uma cadeia infinita unindo um qualquer macaco a Darwin,
respeitando as regras: o filho de um macaco é um macaco, o pai de um homem é um
homem. »


Reeb, cit in Stewart, 1996, p. 85

Nunca se vai tão longe como quando se sabe para
onde se vai.


Oliver Cromwell


É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma
estrela.


Friedrich Nietzsche

O marketing e a Lebre


Hoje em dia tudo é passível de ser maquiado e transformado numa coisa boa, positiva.

Mesmo as piores coisas.

Lendo o blog do FITI, dei de cara com um link para um texto do atual presidente corinthiano, Andrés Sanchez.

Me chamaram demais a atenção os recursos usados para fazer a queda de divisão parecer amena, quase boa.

Sobre a queda de divisão, vejam as belas palavras:

"É claro que todos nós torcedores, dirigentes ou pessoas ligadas ao clube recordaremos amargamente para sempre deste ano como aquele em que sofremos por alcançarmos a Segunda Divisão do futebol nacional."

"Alcançarmos a segunda divisão (!!!)"

E não estou aqui para espinafrar os corinthianos.

Estou aqui para dizer que é um absurdo que o marketing social exista, quando os objetivos das empresas sempre foram os mesmos: O lucro.

Se tem alguém ajudando alguém é pensando nas verdinhas. Se dar dinheiro aos pobres melhora a imagem da empresa e isso dá lucro, vamos dar dinheiro aos pobres. Se dá desconto em algum imposto, então melhor ainda.

É um absurdo que qualquer um julgue um suspeito ao vivo, sem que esse tenha chance de se defender, como acontece todos os dias nesses programas que aparentemente são os policiais da sociedade e estão a serviço do bem, contra os malfeitores.

É absolutamente abjeto o fato de que as propagandas mentem descaradamente, sobre preços, condições de pagamento e até a entrega do produto.

E eles podem mentir porque colocam no anúncio, láááá no final, um asterisco beeeeeem pequenininho, ilegível dizendo assim:

* essa promoção dura apenas meia hora e nós não nos responsabilizamos por cumprir nenhuma das condições anunciadas.

E a bela modelo que vemos nas revistas? Nem ela existe! É tudo um truque de photoshop e as pessoas compram aquele padrão de beleza, depois se depreciam, ficam infelizes com seus corpos, pois é difícil parecer daquele jeito, e compram o embelezator na farmácia e lêm no rótulo que aquele produto "embeleza em dois dias ou seu dinheiro de volta"

Tá parecendo um balaio de gato?

O que tem em comum em tudo isso?


Não sou a favor da censura, nem da ditadura, nem de restrições às liberdades individuais.

Mas pelo-amor-de-Deus, não podemos permitir que qualquer coisa seja veiculada por um simples motivo: essa veiculação mentirosa fere a liberdade e direito de escolha de muita gente.

Algo precisa ser feito no sentido de se verificar a autenticidade de informações divulgadas. E aí vai discussão pra mais de ano.

Mas é melhor discutirmos, pois caso contrário, teremos alcançado gloriosamente a segunda divisão, julgaremos milhares de inocentes como culpados, compraremos gato por lebre e continuaremos assistindo ao mais nefando espetáculo que é:

Informação sendo tratada como mercadoria, maquiada, usurpada, falsificada, embelezada.


"Ahh, mas acreditou porque é ingênuo, se tivesse estudado não acreditava...."


Moramos no Brasil, onde as pessoas não estudam, e quando estudam, o fazem de maneira precária, com baixíssima qualidade no ensino e no coeficiente de aprendizagem.

Quando vamos parar de cercear a liberdade de quem não tem como se defender?

Ou será que só a nossa falsa liberdade importa?

Ou o lucro?

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Drops do Infinito

E lá vou eu de novo! Só pra jogar mais lenha numa fogueira pretensamente morta!

Apenas um drops, desconectado, mas muito interessante!

infinito é algo indefinido, por carecer de
fim, de limite ou termo.

O infinito não é nem definido nem indefinido, porque em
relação a ele carece de sentido toda a referência a um fim, limite ou termo.

O infinito é algo meramente potencial: está a ser, mas não é.


Transcrição de um dicionário de filosofia

RSS


Não sei se meus leitores mais atentos notaram o novo link que aparece aqui do lado direito intitulado "RSS".

O que significa a sigla eu não sei, mas sei que esse link permite que você leitor acompanhe as novidades do Rapsberrydreams sem precisar acessar o http://rapsberrydreams.blogspot.com todos os dias, manualmente.

Como isso funciona? Através de um bacaninha google reader.

Acesse www.google.com/ig (i-google). Lá você, que tem um orkut, um gmail e outras ferramentas google, pode acessar tudo no mesmo painel, apenas acessando o seu i-google, com os mesmos login e senha da sua conta google.

Lá você terá data e hora, avisos dos aniversários pelo orkut, um preview da sua caixa de entrada do gmail e os tópicos recentes postados nos blogs de sua preferência.

Para que seu i-google seja alimentado com as novas do Rapsberrydreams, basta clicar nesse famigerado link "RSS" e adicionar o feed (é assim que chama) do meu blog ao seu i-google.

Assim sempre que você encontrar a imagem acima, essa laranjinha, geralmente significa RSS (Eu não tive a competência, ainda de colocar a imagem ao lado do link, mas eu chego lá.)

Assim quando você enxergar esse link, basta clicar e adicionar o feed ao seu i-google, ou reader da sua preferência. Assim você verá as novas postagens sem ter que ficar digitando uma maratona de endereços no seu browser pra fazer a sua leitura diária.

Espero que tenham compreendido (eu ainda não compreendi) na medida do possível.

Espero mais ainda, espero que isso ajude os que tem preguiça ou falta de hábito de ler o Rapsberrydreams a fazê-lo com mais ou com alguma frequência.

Rapsberrydreams e você, uma história de amor!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Fênix


Eu sou a Fênix!

Ressurjo com alegria!

Com respeito peço licença,

Ao Norte da Terra e ao Sul do Fogo.

Ao Leste do Ar e ao Oeste da Água.

À minha Senhora e ao meu Senhor seu consorte.

Ao meu lado tudo é próspero.

Ao meu lado tudo é vivo e pleno.

Nas minhas garras levo qualquer um aos céus.

Nas minhas plumas está gravada a história do mundo.

Do meu mausoléu nascerão flores que se espalharão pelo mundo.

Do seco solo repleto de cinzas verterá água limpa.

As mortas pradarias se encherão de vida.

O envenenado céu se encherá de brisa.

E o aturdido mar renovará as esperanças.

De cada olhar que se cruze nascerá um amor.

De cada mãe infertil nascerá uma criança.

De cada grão nascerá uma planta sadia.

De cada planta tiraremos nosso sustento.

E do sustento, o nosso sustento.

De cada animal tiraremos a certeza.

E do vento virão as notícias.

De que o mundo renasce hoje.

E que se saiba com perfeição.

Que estando ao lado da Fênix,

Não há limites para o nosso vôo.

Que isso seja repetido.

Até a sétima geração.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Drops Vespertino II

Veio direto de Sitzo! Não coloquei nem tirei nada!

" Facícilis descensus averni; Noctes atue dies patet atri janua ditis; Sed revocare gradum superas que evadere ad auras, Hoc opus, hic labor est."

"A descida para o inferno é fácil, a porta de plutão fica aberta noite e dia. Mas voltar e retornar à atmosfera superior, aí está o trabalho, aí a dificuldade."


Sìbila para Enéias

Drops Vespertino

Essa é basica, mas ninguém usa de fato.

Sérissimo, se a gente aprender essa, tudo fica tão mais fácil.... consiste em dividir o mundo em duas partes: o que dá e o que não dá pra resolver.

Deve ser chinesa:

"O que não tem solução solucionado está."

Buda


Nesse domingo eu fui num lugar diferente pros meus hábitos: um centro budista.

Lá assisti a uma aula bastante interessante. Ministrada por uma monja que, sentada em almofadas, soltava sabedoria pelas ventas.

Sempre atento e ciente de que se pode buscar informações úteis em qualquer lugar, me surpreendi com a serenidade e sabedoria das palavras dessa monja. (não que eu esperasse ser mais sábio do que ela ou que pensasse estar ela dando a aula por acaso)

O tema era a realização dos desejos. E ela acrescentou muito no que eu já sabia:

Sim, qualquer desejo pode ser realizado mas (e aí vem a novidade) dependemos de uma espécie de moeda de troca, o mérito.

O mérito é a energia positiva que acumulamos quando fazemos ações virtuosas.


Quando desejamos alguma coisa, gastamos nosso mérito no sentido de conseguir alcançar nossos desejos.

Há três tipos de desejos: os virtuosos, os inúteis e os nocivos.

E o mérito não sabe nem escolhe a natureza do seu desejo.


Ela fez questão de frisar o seguinte: sim podemos conseguir o que quisermos, mas temos que ser sapientes para que não tenhamos desejos inúteis e nocivos, pois desta forma gastamos o nosso mérito e não o usamos para nada que contribua para nossa existência.

Enfim, a chave:

Quando desejamos o bem de todos os seres vivos, gastamos nosso mérito em uma ação virtuosa, que por definição gera mais mérito.

Desta forma, produzinho uma cornucópia de energia postiva, somos realmente capazes de tornar o mundo melhor, começando, literalmente, por cada ser.


O engraçado é que, uma semana antes, eu havia chegao a uma conclusão semelhante, sem qualquer contato com esses ensinamentos. Pensava eu assim: Não entendo porque querer o mal de quem quer que seja.

Caso todos sejamos prósperos, saudáveis, alegres e bons, não precisaríamos nos preocupar mais com nada, pois a humanidade toda seria florescente como uma cidade portuária medieval.

E assim, só teríamos de escolher entre sermos donos do nosso negócio ou trabalhar por um alto salário.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Sobre desistir



Me inspirei no blog da Tomsolina!

Começando com uma frase importante:

"Não sabendo ser impossível, ele foi lá e fez."

E uma poesia de Temper Milles!

Se não morrermos na tentativa mal sucedida de atracar o barco...

Certamente estaremos mais fortes para subir nas rochas....

Se machucarmos nossas mãos nas afiadas navalhas do mexilhões...

Com certeza estaremos mais sábios para procurarmos a maciez das algas...

Caso escorreguemos nas lisas algas...

Certamente estaremos mais equilibrados para procurar a macia aspereza de uma praia....

Caso não consigamos vencer a arrebentação....

Estaremos pacientes para aguardar uma correnteza que nos leve para uma paragem segura.....

No caso de irmos parar em um lugar desconhecido....

teremos tempo, coragem, sapiência, paciência, sabedoria e inteligência para mapeá-lo...

E esse será o nosso lugar, que não seria nosso se tivéssemos desistido na primeira agrura.

Nunca desista!

Temper Milles

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Pé de Valsa - Diferença na Biota


Pra quem não conhece, Pedro Bial "Pé de Valsa" Nunes, é biólogo, herpetólogo e pesquisador do Instituto de Biociências da USP-SP. Além disso trabalha no museu de Zoologia dessa mesma universidade. (Corrigindo: Bial faz doutorado no Instituto de biociências da USP e não no museu de zoologia como anterior e errôneamente publicado)

Há muito tempo atrás, publiquei no blog um artigo do Vàclav Hável que dizia algo sobre estarmos chegando no momento de começarmos a pagar nossa dívida para com a terra, ou seria tarde demais.

Pedi a Opinião de Pedro Bial "Pé de Valsa" Nunes e eis sua resposta, muito legal por sinal. Tanto que decidi publicar aqui para aumentar esse debate!

Go Nunes! Com você a palavra!

Diogão,

Muito, mas muito interessante mesmo o artigo do brother tcheco!!

Concordo com ele em vários aspectos! Só não concordo muito com a relação que ele descreve como um empréstimo da Terra para a humanidade. No meu modo de entender, nós, assim como todos os demais seres vivos, fazemos parte de uma dinâmica na Terra onde utilizamos os recursos e deixamos resíduos em maior ou menor quantidade.

Fazemos parte da Terra e dessa dinâmica. A diferença é que de uns 5000 anos para cá (poucos perto dos bilhões de anos da existência do planeta), a nossa espécie se tornou o maior agente modificante vivo que já existiu para o clima e condições que permitem a existência da biota na Terra.

Apesar dos pesares, isso ainda é um processo natural, que só pode ser reconhecido e analisado e, quiçá diminuído e evitado (particularmente não acredito), pelo ser humano porque possuímos aptidões intelectuais inerentes à nossa espécie nunca antes registradas na história evolutiva (da biota) na Terra.

Também não compartilho da mesma concepção de fim do mundo do Sr. Havel.

Na minha concepção, o fim do mundo - que já foi previsto uma série de vezes e nunca chegou - não é o fim do planeta, Fim este que eu não acho que seja facilmente previsível e nem tenho motivos para acreditar que esteja próximo.

Acredito sim que este fim esteja relacionado à nossa existência (extinção da nossa espécie). Isso sim, na minha opinião, está próximo (biologicamente falando e mais próximo ainda geologicamente falando) e já é inevitável, já que como o próprio Havel disse a resolução dos impactos já causados não é simples e não depende só de uma ciência.

Estamos em um momento crítico onde teríamos que tomar uma decisão entre caminhar para o fim e nos manter como estamos, já que acredito que não seja mais possível voltar atrás em muitas das mudanças climáticas já efetivadas.

Infelizmente, o que vemos é que a escolha foi feita pela manutenção dos nossos hábitos pouco sustentáveis e que as condições de vida para a nossa espécie vão continuar escasseando até acabar... Daí sim será o fim do mundo... do nosso mundo!

Bial

Em busca do tempo perdido


Nem tudo está perdido, Oswaldo!

O tempo perdido foi buscado.

Lá atrás, num lugar ermo,

Nas mãos de uma moça que sorria

Sozinha.

Ou seus nervos o faziam

Contraindo-se

Ou regozijando-se

Pelo suave prazer

De percorrer...

Os doces caminhos...

das lentas distâncias atravessadas

Proust vive!


Rapsberry Dreams Testa - 2

Tá virando moda!

Rapsberry Testa parte 2!

Graças a colaboração de dois assíduos leitores, vamos continuar com esse bem sucedido tipo de postagem.

Desta vez a briga começou quente!

Do lado alvi verde do ringue!

Ricardo Infante: Poeta, administrador de bares, designer, palestrino roxo e baiano na alma, com o seu totalmente (por mim) desconhecido: Mark Ronson - Version



Do lado alvi negro do ringue!

Ela que dispensa apresentações (mas vamos a elas):

Sitzuokohara: corinthiana, maloqueira, sofredora (graças a Deus e a mais da metade do time), etc etc etc.
Com o seu surpreendentemente desconhecido (por mim), extraído de uma das trilhas sonoras que eu mais gosto (apresentada pela Lu): Holly Golightly - Truly She Is None Other



E a briga começou quente já na capa: antecipando um dos quesitos, Ricardo ganha por pontos (um apenas) o primeiro round! Curti demais a capa do Version de Mark Ronson. Não que a capa de Truly She Is None Other de Holly Golightly não seja legal ou interessante, gostei também, mas quem ganha o primeiro round e volta quase inteiro para o seu corner é Ricardo Infante!

Que rufem os tambores! E vamos ao que interessa mesmo, a parte musical!

Quem sairá arranhado dessa? Teremos novo empate técnico?

Acompanhem cenas do próximo capítulo no Rapsberry Dreams mais próximo da sua casa!