quarta-feira, outubro 17, 2007

INEXH

Nem sei direito, mas vou fazer dois cursos no INEXH - Instituto de Excelência Humana.

A saber, Desenvolvimento e Liderança será o primeiro e depois Negociação e Vendas.

Alguém se habilita? Parece ser quente.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Easy

Olá a todos!

Este blogueiro vem por meio desta postagem, pedir calma e paciência a todos os seus leitores.

Não estou conseguindo um mínimo de tempo para postar no blog por dois motivos:

1 - estou em período de transição entre um emprego e outro até o dia 20.

2 e Estou sem computador em casa, dependendo da caridade alheia pra ver e-mails.

Estou trabalhando em um texto que gostaria de publicar na íntegra, mas está em inglês, por isso estou traduzindo para facilitar a vida de todos.

Por isso tudo peço calma a todos pois em breve voltarei a produção habitual.

Valerá a pena esperar pois esse texto que estou traduzindo é muito interessante, pois trata de uma questão muito atual e pouco divulgada pela nossa excelente imprensa.

Para os que não estão conseguindo acessar o blog, peço mais calma ainda, pois ainda não descobri o problema.

Obrigado,

Diogo Diordan Almeida Prado Moscoso Araújo Marujo de Aragão e Cintra

quarta-feira, outubro 10, 2007

Mr Dizzy, esse rapaz....

Esse moço, em 1947 comandava essa big band.



Ele ainda não tocava com seu famoso trompete de campana torta, apontando para o alto.

Diz a lenda, que num dos seus shows, sentou-se um mafioso na primeira mesa, que se incomodou com o som "estridente" do trompete de Dizzy Gillespie.

O mafioso teria se levantado e, com a mão entortado a campana do trompete de Dizzy.

Que adotou, como marca registrada, assim como as enormes bochechas infláveis, dignas de salvar uma pessoa do afogamento.

Com direito a Muppet Show, Mr Dizzy:

O caderninho e o disciplinado


O Caderninho é um item fundamental, sem o qual nada do que conhecemos hoje, em termos de tecnologia existiria.

É a mesma coisa que a parede das cavernas onde as pinturas rupestres eram feitas. Em comunicação isso é chamado de suporte.

Serve pra guardar o nosso conhecimento fora do nosso corpo, para que possamos morrer em paz e não atravancar tanto o desenvolvimento do conhecimento, logo da espécie humana (e eu dizia não fazer proselitismos).

mas eu também acho importante exercitar a memória.

E outra: esse ser desorganizado e extremamente bagunceiro, precisou arrumar outras armas pra lutar nesse mundo, sendo que decidiu que a disciplina e o "fazer um milhão de vezes" não seriam os meios empregados para o sucesso.

Portanto, meu problema não seria ter o caderninho, mas passar na fila da disciplina mínima para me acostumar a anotar as coisas.

E fazer um esforço pra desacostumar uma mente viciada na bagunça e no bumba meu boi.

O que eu penso mesmo?

Que a melhor fotografia fica sempre na memória.

terça-feira, outubro 09, 2007

Hareburguer

Transcodificantemente assim bicho! Vai um aê?

Liberdade


De tirar o fôlego.

"Ela sabe, por exemplo, que a amo com loucura; ela me permite até mesmo entretê-la com minha paixão. Não poderia manifestar seu desprezo de um modo melhor que me autorizando a lhe falar do meu amor livremente e sem obstáculos.. "Eu faço tão pouco caso de teus sentimentos, ela parece dizer, que tudo que puderes me dizer, que tudo que puderes sentir em relação a mim, me é perfeitamente indiferente"."

O Jogador, Dostoiévski.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Metalinguagem

Ao escrever esse blog me deparo com inúmeras questões. Vou falar sobre elas aos poucos apenas por causa da política "pocket-info" que todos conhecem.

A primeira delas apareceu de cara: Mostrei o blog para minha mãe e ela diz assim: Ahh... você "proselitisa" no seu blog? (pra não dizer "disserta" e ainda uma palavra daquelas que você não tem certeza do significado. Bem coisa de mãe.)

proselitismo
{verbete}
Datação
1836 cf. SC

Acepções
■ substantivo masculino
1 atividade ou esforço de fazer prosélitos; catequese, apostolado
Ex.: trabalho de p. dos partidos políticos
2 conjunto de prosélitos

Etimologia
prosélito + -ismo; f.hist. 1836 proselytismo

Quem são os prosélitos é uma questão que deixo pra depois. Vou me ater ao fato de que não pretendo fazer proselitismos, nem ficar dissertando sobre as coisas.

O que eu quero é me comunicar com as pessoas que lêem o blog, mostrar as coisas pelas quais me interesso, saber o que todos acham dos assuntos que eu evidencio, estar mais próximo daqueles que são meus amigos, mas que não estão próximos no quotidiano (já que só temos 24x7 horas por semana e boa parte delas consumidas pelos nossos trabalhos).

Outra coisa interessante, apenas en passant é que o mundo se divide entre vai ou não vai pro blog. E isso torna tudo bem mais divertido.

E de repente você tem aquela obrigação boa de, todo dia, encontrar coisas interessantes no mundo.

Garantia de que não vou ficar parado, nem perder o "encantamento com o mundo", o olhar de criança...

Embora muito do mundo contribua para isso.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Jaco! Ensina os meninos?


Dispensa apresentações mas...

Um dos maiores baixistas do mundo, nascido em Norristown, Pennsylvania, Florida.

Teve uma ascensão meteórica e teve sua carreira muito encurtada por conta do uso de drogas, e por conta do seu pavio curtíssimo.

Era um cara muito louco segundo consta.

No auge da loucura, perambulava pela cidade pedindo esmolas e dormindo em parques, foi preso diversas vezes causando brigas em boates. Foi preso em Tokio dirigindo uma moto, completamente nú....

Certa vez chegou a ser preso por tentar invadir a casa de seus próprios amigos, com o intuito de recolher os seus discos, pois, segundo ele, estes o pertenciam.

Fez que fez, até que um dia apanhou de um segurança da boate, depois de ser expulso um milhão de vezes.

E teve traumatismo craniano.

E morreu.

Mas acho que viveu o suficiente.

Quem tiver paciência e gostar de música, veja esse vídeo. É só a primeira parte de dez.

E não saber inglês não é mais desculpa.

Primeiro porque é bom demais vê-lo e ouvi-lo em ação.

E depois,vejam o "Engine" do dictionary.com que temos ao lado!

Mais uma cortesia Rapsberrydreams!

Chant des Partisans - 1, 2 e 3

Vejam esses vídeos!

Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Trata-se de, digamos, hereditariedade.

Obrigado Peter, por me apresentar Zebda!

Chant des partisans - 1 - Hino original de resistência



Chant des partisans - 2 - Por Sarkozy




Chant des partisans - 3 - Por Zebda - Grupo musical Franco-argelino

Economizar a natureza? Pois sim!



Recebi esse vídeo da Júlia Casali (Desculpe a formalidade jú, mas nem todos te conhecem) e ele é realmente relevante.

Conversando com o Rick (ai ai ai Ricardo Infante), pensávamos sobre o que fazer, fora assistirmos estarrecidos o mundo sendo devastado.

Obrigado Jú, são coisas simples assim que fazem diferença e mostram resultados práticos. Aquela velha história da andorinha sozinha que não conseguia fazer o verão, mas não desistiu e resolveu convencer andorinha por andorinha de que era chegada a hora do verão!

P.S. Jú, não consigo fazer ele encaixar bonito no espaço, tá meio cortado, mais dá pra ver tudo que importa. Sorry honey!

quinta-feira, outubro 04, 2007

Desfecho - Stand Center

Para os que acompanharam a batalha e a agonia!

Consegui vencer a batalha do Stand Center.

Saio avariado, machucado, com 30 reais a menos do que comecei, com 30 horas a menos também, sem a tão sonhada placa de vídeo e com a careca um pouco maior.

Mas briguei até a mulher devolver quase todo o meu dinheiro.

Tive que gritar, fazer escândalo mesmo, espantar os clientes da mulher, ameaçar de morte, de quebrar tudo, de invadir o stand. E nada! Ela disse que eu podia ficar lá A TARDE TODA GRITANDO! olhou para o técnico e disse: Vamos fechar a loja para almoço?

Isso as 14:30, eu no meu horário de almoço e já meia hora atrasado, com uma hora e meia de briga feia!

Em resumo, brigamos mais meia hora até que ela exausta diz:(imaginem eu - ela não olhava na minha cara)

Devolvo seu dinheiro menos R$ 30,00 do serviço que eu fiz! Ou a diferença entre a placa e uma fonte nova! (mas eu não queria comprar uma fonte nova!)

Pra resumir, fiz que fiz que consegui. Ela não me devolveu todo o dinheiro, mas quase tudo. E eu aceitei porque perto do que estava prestes a acontecer (eu ficar sem a placa e sem a grana) achei que era o máximo que conseguiria.

E nunca mais compro nada lá, só jogos e cds virgens!

Acho que era pra testar o meu poder de briga, e isso me ensinou belas lições!

À ferro e fogo, mas ensinou!

quarta-feira, outubro 03, 2007

DESABAFO - stands 117 e 175 - CUIDADO!


Cuidado com a dupla do Stand Center! Stands 117 e 175!

Depois que o Cirão me convenceu de que nada é mais barato em termos de equipamentos fotográficos do que o Stand Center, fiquei com a pulga atrás da orelha.

Nada tem garantia, nada tem nota e se tem é fria, gelada. Mas é mais barato.

Depois que o Cirão comprou um belo equipamento de fotografia lá, pagando mais barato do que na Angel ou BH, resolvi arriscar.

Tive um problema na minha placa de vídeo e comprei outra lá. No famigerado stand 117 (imaginem se fosse 171).

E assim foi, comprei instalei e depois de um tempo a placa deu pau.

Fui lá trocar e a coreana (nada contra os coreanos em si) não queria trocar a placa, alegando que eu tinha um problema na minha fonte.

Briguei, discuti, argumentei até ela trocar a placa.

Peguei a placa nova e levei no Vantuil, meu técnico. (tinha que contar o nome dele).

Chegando lá, a placa não funcionava mal como a outra, nem bem, nem mais ou menos... ela simplesmente não dava sinal de vida.

Voltei no Stand Center, já bastante prostituido da vida e enfrentei mais uma batalha até ela trocar novamente a placa.

Desta vez, ela não tinha outra da mesma marca e me deu uma outra 30 reais mais barata. Me devolveu a diferença do valor, não sem antes me dar uma canseira de 1 hora, falando que o problema não era da placa, que eu tinha quebrado a placa (vejam vocês, em 24 horas).

Fez que fez, mas trocou.

Levei a placa nova pro Vantuil.

Ligamos e adivinha?

A placa funciona, mas trava em qualquer aplicação que necessite de um pouco mais de desempenho. Trava em qualquer jogo.

Resultado: amanhã tem mais um round! mas eu precisava avisar a todos: Cuidado ao comprar qualquer coisa no Stand Center, ainda mais na dupla encapetada, stands 117 e 175. Peçam sempre para que a peça seja testada na sua frente, e havendo qualquer anormalidade quando chegar em casa, volte imediatamente lá, pois qualquer tempo que passe serve de argumento para dizer que fomos nós que quebramos a peça.

Chamar o Procon? piada. A Polícia? mais engraçada ainda! Falar com a administração do Stand Center? Pffffff!

Alguém tem um machado dos bem graúdos?

Ah! O Infinito


Cheguei finalmente a uma prova cabal, ou uma demonstração lógica, quase matemática de que o universo é infinito.

Ou pelo menos, de que há algo depois do fim do universo.

Desculpem se me repito, mas essa é uma questão que não me deixa dormir. Acho tão, mas tão interessante pensar nisso que não deixo de fazê-lo nem um dia sequer.

Analisemos pois, duas hipóteses:

A - O universo é infinito

e

B - O universo é finito.

Separação binária, ou é ou não é.

Nos debrucemos primeiro sobre a hipótese A:

Se o universo é infinito, ele é infinito e pronto, não tem fim e matamos a questão.

O universo é de fato infinito do ponto de vista da hipótese A.

Já a hipótese B, nos aponta para o seguinte raciocínio:

Sendo o universo finito, ele tem um fim, um término.

Vejamos a definição de "finito", extraída do dicinário Houaiss:

finito {verbete}
Datação
1510 CDP I 135

Acepções
■ adjetivo e substantivo masculino
1 que ou o que tem um fim, um limite
■ adjetivo
Rubrica: gramática.
2 diz-se dos modos indicativo, imperativo, condicional e subjuntivo

Etimologia
lat. finítus,a,um part.pas. de finìo,is,ívi ouìi, ítum,íre 'limitar, demarcar, determinar'; cp. divg. findo; ver fin-; f.hist. 1510 fenito, 1540 finito

Sinônimos
como adj.: ver antonímia de permanente

Antônimos
infinito; como adj.: ver sinonímia de permanente


Sendo "finito", tudo que tem um limite, um fim, podemos chegar à simples conclusão que, sendo finito o universo, deverá haver um limite e esse limite certamente separa o universo de alguma outra coisa, que não sabemos o que é.

Há portanto, algo após o término do universo.

Assim sendo, podemos dizer que o universo, da maneira que o conhecemos, pode ser finito, mas que há algo após o seu fim, isso há, por definição.

Depois do fim dessa nova coisa, não sendo ela infinita, heverá uma nova coisa. E depois da nova coisa, uma outra, que pode ou não ter um fim.

Desta forma concluo que, considerando as hipóteses A e B, o universo é infinito, ou caso ele tenha um fim, o espaço no qual está inserido este universo é infinito e composto de outros universos ou de outras coisas por nós tão desconhecidas quanto o próprio universo e seus limites.

Isso pois, um fim sempre pressupõe uma borda, algo que separe isso daquilo, mas sempre pressupondo um "aquilo" que vem depois.


Tomara que ninguém me interne!

segunda-feira, outubro 01, 2007

Educação imagética - Bandeira Gay

Depois de notar a polêmica envolvendo a bandeira gay e o quadro do Ellsworth Kelly, resolvi trazer mais informações.

Ainda mais que percebo que os assuntos polêmicos geram mais comentários! Falem mal mas falem aqui, no rapsberrydreams, quero sempre ouvir a opinião de todos, por isso fiz um blog.

Vejam essa matéria que fala sobre a mudança da bandeira gay, que na origem tinha 8 cores, depois perdeu duas e em 2003 ganhou uma nova versão, com 8 cores novamente.

Matéria na íntegra - Mix Brasil - UOL

Errei no meu comentário no blog, quando disse que a programação cromática ia do amarelo pro magenta.

Na verdade ela vai do vermelho pro magenta e agora inclui o pink.

Basta comparar com o quadro do Ellsworth Kelly e notar a diferença assustadora. A principal está na ordem das cores e na sua tonalidade.

Nem tudo que é colorido é gay.

Ou será que podemos assim chamar essa tv fora do ar?


Atendendo a pedidos, editei essa postagem apenas para incluir a nova bandeira gay, com as famosas 8 cores, que incluem o índigo e o pink:

sexta-feira, setembro 28, 2007

Hora do almoço


Minha Hora do Almoço

Tem sido, com frequência bastante rica do ponto de vista filosófico e cultural.

Hoje mesmo conversei francamente sobre a pena de morte, e sobre ditaduras, e sobre liberdades, e direitos individuais, censura, o seu lado bom, o seu lado ruim.

Conversa séria. Argumentos coerentes, mentes razoavelmente bem treinadas na arte de esmiuçar um tema. Espaço para ouvir e para escutar.

Como pode, alguém, antes de qualquer investigação, afirmar que outra pessoa matou alguém? Falar mal de qualquer pessoa, é prejudicá-la para sempre, ainda mais com o alcance e poder de persuasão que tem a mídia.

E é exatamente isso que fazem os programas sensacionalistas de notícias na tv. Não "careço" nem de citar nomes.

A censura sendo discutida do seguinte ponto de vista: Não se pode sair por aí falando qualquer coisa de quem quer que seja. Porque isso é irreversível, prejudica e fere a liberdade do outro.

Essa imprensa não devia ser "processada/penalizada" pelos danos que causa? Crimes como esse não deviam estar previstos no código penal?

Mas a mídia é efêmera, feita pra vender. E isso vende. Acabou. Tá legitimado em nome do business, trabalho, negação do ócio, denúncia, são os verdadeiros policiais do nosso país, zelando pela justiça.

E vamos parando por aqui por causa da política "pocket-info" que já foi excedida aqui.

E porque só temos uma hora de almoço.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Ellsworth Kelly

A Incrível Fábrica de Caralhos



Fala por si.

Diferentes Pontos de Vista


Não tenho nem o que falar, fora pedir encarecidamente que leiam essa matéria que saiu no "Herald Tribune".

Foi escrita por Vaclav Havel, ex-presidente da República Tcheca e atenta para o óbvio, e que nós não enxergamos, quer dizer, muitos de nós.

Enquanto não acabar esse jeito de olhar o mundo, sempre colocando o homem como agente máximo, sujeito supremo, fim e começo de todas as ações, continuaremos caminhando para o nosso fim.

E o planeta sorri.

Aquele mesmo papo: a Matéria é longa, mas, mais longa será a vida do planeta sem seu principal câncer.

O planeta não está em perigo. Nós é que estamos

Vaclav Havel
Em Praga

Nos últimos anos pergunta-se de forma cada vez mais enérgica se as mudanças climáticas globais ocorrem ou não segundo ciclos naturais; até que ponto nós, humanos, contribuímos para tais mudanças; que perigos são provocados por estas e o que pode ser feito para preveni-las.

Estudos científicos demonstram que quaisquer alterações na temperatura e nos ciclos de energia em escala global poderiam significar uma ameaça generalizada para todas as pessoas em todos os continentes.

Também é óbvio, com base nas pesquisas publicadas, que a atividade humana é uma causa de mudança; só que não sabemos qual o tamanho da contribuição específica desta atividade. Mas, é realmente necessário conhecer o tamanho desta relação de causa e efeito com uma precisão que chegue ao último ponto percentual? Ao aguardar por uma precisão incontestável, não estaríamos apenas perdendo tempo, quando poderíamos estar tomando medidas que são relativamente indolores quando comparadas àquelas que teríamos que adotar após mais postergações?

Talvez devêssemos começar a enxergar a nossa estada temporária na Terra como um empréstimo. Não pode haver dúvida de que nas últimas centenas de anos, pelo menos, o mundo euro-americano tem acumulado uma dívida, e que agora outras partes do planeta estão seguindo esse exemplo.

Agora a natureza está fazendo advertências e exigindo que nós não só contenhamos o crescimento da dívida, mas também comecemos a pagá-la. Não há muito sentido em questionar se contraímos um empréstimo excessivo, ou perguntar o que aconteceria se adiássemos o pagamento. Qualquer pessoa que tenha uma hipoteca ou uma dívida bancária pode facilmente imaginar a resposta.

Os efeitos das possíveis alterações climáticas são difíceis de se estimar. O nosso planeta nunca esteve em um patamar de equilíbrio do qual pudesse se afastar devido a determinada influência, humana ou não, para depois, no momento apropriado, retornar ao seu estado original.

O clima não é como uma espécie de pêndulo que retornará à sua posição original após um certo período. Ele evoluiu de maneira turbulenta no decorrer de bilhões de anos rumo a um complexo gigantesco de redes, e de redes no interior de outras redes, nas quais tudo está interligado de diversas formas.

As suas estruturas jamais retornarão precisamente ao estado em que se encontravam há 50 ou 5.000 anos. Elas só sofrerão alteração para um novo estado, que, contanto que a mudança seja reduzida, não implicará necessariamente em qualquer ameaça à vida.

Porém, mudanças de grande magnitude poderiam ter efeitos imprevisíveis no interior do ecossistema global. Em tal caso, teríamos que nos perguntar se a vida humana seria possível. Como ainda prevalece tanta incerteza, é necessária uma grande dose de humildade e circunspecção.

Não podemos iludir a nós mesmos indefinidamente, afirmando que nada está errado e que podemos manter alegremente os nossos estilos de vida consumistas, ignorando as ameaças climáticas e adiando uma solução. Talvez não haja nenhum perigo relativo a qualquer grande catástrofe nos próximos anos ou décadas. Quem sabe? Mas isso não nos desobriga da responsabilidade com relação às gerações futuras.

Não concordo com aqueles cuja reação às possíveis ameaças é alertar contra as restrições às liberdades civis. Caso as previsões de alguns climatologistas se confirmem, as nossas liberdades serão equivalentes àquelas de alguém dependurado no parapeito no vigésimo andar de um edifício.

Vivemos em um mundo conectado em uma única civilização global que abrange diversas áreas civilizacionais. Nos dias de hoje a maioria delas tem uma coisa em comum: a tecnocracia. Prioriza-se tudo que seja calculável, quantificável ou avaliável. Entretanto, este é um conceito bastante materialista, que nos está empurrando em direção a encruzilhadas importantes para a nossa civilização.

Toda vez que reflito sobre os problemas do mundo de hoje, quer estes digam respeito à economia, à sociedade, à cultura, à segurança, à ecologia ou à civilização em geral, sempre acabo me confrontando com a questão moral: que ação é responsável ou aceitável? A ordem moral, a nossa consciência e os direitos humanos - essas são as questões mais importantes no início do terceiro milênio.

Precisamos retornar repetidas vezes às raízes da existência humana e refletir sobre as nossas perspectivas nos séculos vindouros. Temos que analisar tudo com a mente aberta, moderadamente, de uma forma que não seja ideológica e obsessiva, e traduzir o nosso conhecimento em políticas práticas.

Talvez não se trate mais de uma questão de simplesmente implementar tecnologias para economizar energia, mas preponderantemente de introduzir tecnologias ecologicamente limpas, de diversificar os recursos e de não depender de uma única invenção como panacéia.

Também sou cético quanto à possibilidade de que um problema tão complexo quanto a mudança climática possa ser resolvido por um único ramo da ciência. Medidas e regulamentações tecnológicas são importantes, mas igualmente importante é o apoio à educação, ao treinamento ecológico e à ética - uma consciência da semelhança de todos os seres vivos e uma ênfase no compartilhamento de responsabilidades.

Ou atingiremos uma consciência em relação ao nosso lugar no organismo vivo e provedor de vida do nosso planeta, ou correremos o risco de ver a nossa jornada evolucionária retroceder milhares ou até mesmo milhões de anos. É por isso que entendemos essas questão como muito importante, e como um desafio para que nos comportemos responsavelmente e não como arautos do fim do mundo.

O fim do mundo foi antecipado diversas vezes no curso da história e, é claro, nunca chegou. E também não chegará desta vez. Não devemos temer pelo nosso planeta. Ele estava aqui antes de nós, e muito provavelmente continuará aqui depois dos seres humanos. Mas isso não significa que a raça humana não esteja correndo sério risco.

Como resultado dos nossos esforços empreendedores e da nossa irresponsabilidade, o nosso sistema climático pode não deixar um espaço para nós. Se adiarmos as ações, a margem para a tomada de decisões - e, conseqüentemente, para a nossa liberdade individual - poderá ficar bastante reduzida.

* Vaclav Havel é ex-presidente da República Tcheca. Traduzido do tcheco por Gerald Turner.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Dica Musical 2


Dica 2 - Give me the seventies - Carlos Jean - trilha Sonora de Lúcia e o sexo (2001).

das coisas hilárias da vida....


Essa foi uma das mais....

Achei no Blog do Juca Kfouri... ainda não vi com o audio, mas quase morri de rir.

Agora falando sério... É uma pena essa situação do Corinthians, um clube tradicional, de enorme expressão no cenário internacional... mphhhh HAHAHUEUHAAUHEAUHEAUEUHAE HIHIHIHIHHIHHHHHHIHIHIHIHI HUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHU KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

DESCULPEM...