quinta-feira, novembro 22, 2007

A vida


Estava pensando aqui, que a vida é muito mais simples do que parece.

Acho que isso se dá porque queremos enfeitar nossa existência, nos sentir mais importantes do que realmente somos.

Isso me lembra um estudo de campo feito na cidade morta de Bananal. Onde o que mais importava eram as lembranças das pessoas.

Todos enriqueciam suas histórias, criando fatos e feitos memoráveis, pois não suportariam olhar cruamente para trás e constatar: não vivi.

E isso me lembra uma frase de Temper Milles, que andava sumido:

"A vida nos coloca, impiedosa e lentamente, em contato com o que seremos. Para soltar a casaca do velho e criar a nova roupagem. O que temos hoje não nos serve de nada."

A vida é Jazz

Dos estilos musicais que eu gosto, o jazz é o que fala mais alto.

Gosto dele puro, misturado, de ponta cabeça, com leite, de qualquer jeito.

Mas bom mesmo é um leite aditivado, como gostavam os protagonistas de "Laranja Mecânica".

E eu gosto de jazz "envenenado". Taí o que eu gosto mesmo .... Se misturar jazz com hip hop então..... scratch com trompete, uma guitarra trabalhada com um belo timbre somada a efeitos eletrônicos....uma batida mais pesada....

Por isso queria dar a dica: um dos trabalhos mais legais que conheci nos últimos tempos, essa coletânea francesa não deixa cair nenhum segundo, nenhuma faixa.

Chama-se Life is Jazz e é encontrada num e-mule próximo da sua casa. Fiquem atentos a essa capa:
Destaque para as faixas 4 e 6, não que as outras não sejam incríveis.

Lista:

1.Squeezer - Eric Le Lann
2.Sunday Night - Bibo
3.Corovon - Metropolitan Jazz Affair
4.Soso Theme - SoSo
5.Madame Mope - Ozone Cocktail
6.Yunowhathislifeez - Metropolitan Jazz Affair (Shabada mix)
7.Meikuu - Uusi Fantasia
8.Tammi - Rinne Radio
9.Little Nile - The Most
10.Escape From The Trump Tower - Eric Le Lann
11.Plot, The - The Most
12.Roughneck - Eddie Roberts
13.Finisterre - Eric Le Lann

quarta-feira, novembro 14, 2007

Lançamento da campanha para uma nova visão


Quem criou o slogan foi o Wagnão, uma pessoa incrível que conheci quando trabalhei no Circo Mínimo, no espetáculo História de Pescador.

Cenotécnico, carcereiro e "outras cositas mas", morador da ZL, Itaquera.

Ninguém mais indicado para ser apontado como mártir, criador do movimento.

Pra ele, estar de óculos era sinônimo de cegueira, e cegueira era sinônimo de coisa mal feita.

Por isso, quando alguém dava aquela viajada, fazia alguma coisa errada, ou não estava enxergando mesmo, com clareza, as situações, ele dizia:

"Tá de óculos!"

Isso era a forma curta ainda, pra facilitar, pois o completo seria:

"Tá de óculos, touca, luva e máscara de solda"

Isso quando ele queria dizer que alguém estava completamente cego, sem entender nada ou com uma avaliação deficiente das situações.

E quem criou a campanha foi o rick, e faço questão de inaugurar/divulgar no Rapsberry Dreams.

Vamos tirar os óculos? Achei interessantíssima a metáfora, pois geralmente quem não enxerga coloca os óculos ao invés de tirar, mas é aí que mora a jogada:

Manifesto por uma nova visão: Versão incipiente - que depende dos outros participantes darem suas contribuições. Trata-se de um movimento aberto.

Tirar os óculos significa nos despir de preconceitos, de visões deturpadas e de comportamentos viciados, de visões errôneas que engolimos sem questionamento.

Tirar os óculos é voltar a enxergar com o próprio aparelho de visão, sem acreditar nos incríveis recortes dos "fatos mais importantes do dia", que facilmente acabam passando pelos "únicos fatos do dia" ou os "únicos fatos importantes", quando na verdade, os importantes mesmo nos passam despercebidos.

Tirar os óculos, também é se lixar para a política Pocket Info, pois sabemos que as coisas são complexas, e grandes textos devem ser lidos e esmiuçados, porque nem tudo é passivel de compactação.

O que mais?

Conto com a contribuição de todos, pois não se faz um manifesto em 15 minutos.

Minha proposta é publicar a versão final em diversos blogs simultaneamente e para isso estou cadastrando blogueiros engajados.

Quem se habilita?

terça-feira, novembro 13, 2007

Citações

Resolvi fazer um post só sobre citações.

Sempre gostei delas e sei algumas, e depois das do Albert, achei interessante trazer outras.

Vamos começar com a letra V? Não me perguntem o motivo. (é duro não saber a regra dos "Porques - Por ques - Por Quês"

A força não me seduz nem me doma; O ódio e o desprezo são as únicas homenagens que lhe tributo. (Vargas Vila – Libre Estética, 78)

Terrível coisa é a felicidade! Cremos que ela nos basta e uma vez atingida essa falsa meta da vida, esquecemos o fim verdadeiro da existência: o dever. (Victor Hugo – Les Misérables, vol. 9, 1)

Meu Deus protegei-me de meus amigos! Dos meus inimigos eu me encarregarei. (Voltaire)

Posso não concordar com nenhuma das vossas palavras, mas defenderei até a morte o vosso direito de enunciá-las. (Voltaire)

Deus é contra a guerra, mas fica do lado de quem atira bem. (Voltaire - Dicionaire Philosophique, Tolérance)

sexta-feira, novembro 09, 2007

Tropa de Elite


Não assisti ao filme tropa de elite ainda.

Mas deu tanto pano pra manga que sinto como se tivesse assistido.

E agora me deu revolta.

Por um simples motivo: As classes média e alta podem comprar drogas e sustentarem o tráfico, compondo uma das pontas de um espinhoso arranjo social.

Mas dizer que é essa tropa de elite a responsável por todo o tráfico é um absurdo.

Quem comanda esse jogo sujo (onde policiais (de baixo), favelados e consumidores de drogas são vítimas) são os endinheirados do congresso, de terno e gravata, senadores, altos políticos enfim.

Quem comanda tudo não é preso, não mata e não morre nessa guerra, apenas manda prender, manda soltar, manda matar e decide as leis do país....

Quem comanda o tráfico não mora na favela, não troca tiros com a polícia, nem seduz adolescentes. São empresários da droga, que comandam tudo de longe, como tudo no Brasil. Com conchavos, propinas, almoços de negócios....

A propósito, o que foi a gota d'água, pra quem já estava farto de ouvir falar do capitão Nascimento como um verdadeiro herói brasileiro, foi essa matéria que saiu hoje na Folha Online - Cotidiano.

É absurdo, revoltante e ultrajante que algo assim possa acontecer.

Vejam a matéria na íntegra, onde um comandante do BOPE, assume que matou o sequestrador do ônibus 174, no Rio, que faria de novo e que "morreu, morreu, antes ele do que eu".

Detalhe, não defendo o que fez esse sequestrador, mas matar alguém asfixiado dentro de um camburão e alegar legítima defesa, é ridículo. Afinal, o sequestrador mordeu o capitão e chutou o vidro da viatura....

Seria pra rir se não fosse de chorar e se não acontecesse agora, e agora, e agora, e agora.....

Matéria Folha SP na íntegra

terça-feira, novembro 06, 2007

Um Albert qualquer


Como sei que estou devendo (vejam a minha produção de postagens em setembro e em outubro), nada como recuperar o tempo perdido quando encontramos um resto de mente pensante, no fim desse corpo que trabalha.

Essa frase veio da Julia, ou pelo menos passou por ela, até chegar em mim, mas veio de um cara chamado Albert... vejam se vocês adivinham o sobrenome dele.

Já que tanto falei em saber sobre a infinitude do universo.....

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que diz respeito ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."

e mais uma de brinde, dele mesmo: prova de que o universo mora dentro...

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."

Burma/Myanmar - Ghandi Vive



Esse é um texto importante, escrito pelo homem que foi o último chefe de estado da antiga Checoslováquia e o primeiro presidente da República Tcheca, Vaclav Havel,um libertário acima de tudo, já citado neste blog.

Ele mostra perfeitamente como somos alheios às questões mais importantes e achamos que "democráticamente" assistimos a um resumo das notícias mais importantes do dia no nosso jornal favorito, ou no site, ou na televisão.

A situação em Burma/Myanmar é grave, e nada se fala a respeito!

A tradução, foi feita na raça, por mim mesmo, mas na hora que a coisa "apertou", tive que recorrer a especializadíssima ajuda da Yzwooh (Sitzuokohara para os íntimos), que retraduziu o texto e revisou toda a tradução.

Muito obrigado Sitzo!

Segue a tradução e um link para a versão em Inglês:

Versão integral em Inglês (traduzido do Tcheco)

(clicar no link do texto (In the coming days)

Nos proximos dias

Nos próximos dias e horas, o futuro destino de Burma/Myanmar e a sina de mais de cinqüenta milhões de seus habitantes serão decididos.

A situação atual vem se desenhando por muitos anos.
Ninguém, no entanto, foi capaz de dizer com precisão, quando uma revolta aberta contra a ditadura militar ocorreria.

Eu temo que, com apenas algumas poucas exceções, as diplomacias de muitos países mais uma vez foram surpreendidas e pegas “de calças curtas” pelo rápido desenrolar dos fatos e estão, portanto, despreparadas e sem saber o que fazer.

Quantas vezes isso aconteceu? O que é pior, entretanto, é a consideração mostrada pelo medo entrincheirado de uma reação dos países, que acham o silêncio mortal existente – através do qual esses países asiáticos se apresentam para o mundo exterior – conveniente.

Em Burma, o poder de monges educados – pessoas que são desarmadas e pacíficas pela própria natureza – se insurgiu contra o regime militar.

Isso não é uma grande surpresa para aqueles que tiveram um interesse mais aprofundado na situação de Burma.

Uma maioria de monges achou difícil de suportar os esforços centrais e regionais para corromper a sociedade monástica e danificar a sua imagem para pressionar os seguidores de outras religiões.

Claro, se eles não tiverem os benefícios do apoio universal, coordenado, econômico e político da mídia, todo o desenvolvimento em Burma deve retroceder aproximadamente vinte anos.

Diariamente, podemos escutar "learned debates" e proclamações emocionais em defesa dos direitos humanos em muitas conferências no mundo todo.

Como é possível que, em última instância, não somos capazes de responder contra a força militar que está se estabelecendo em uma capital e vários outros centros de resitência.

Por décadas estivemos lutando pela reforma das Nações Unidas para que possamos renunciar à nossa dignidade cívica e humana frente aos conflitos, não só os notórios, mas também os que estão acontecendo agora em Burma ou Darfur.

Não são as vítimas da repressão que estão perdendo sua dignidade, mas a comunidade internacional, que olha e assiste seu destino.

Ditadores não conseguem usar nenhuma outra explicação para a falta de habilidade para coordenar medidas internacionais do que olhar para isso como confirmação do status quo e sua própria impunidade.

Vaclav Havel


www.vaclavhavel.cz

quinta-feira, novembro 01, 2007

Penta


Não podia perder a chance, de gritar publicamente, somos PENTA CAMPEÕES BRASILEIROS!

E diga-se de passagem, os únicos, pois aquele título do flamengo, da Copa União em 88, não conta. Não conta meeeesmo.

quarta-feira, outubro 17, 2007

INEXH

Nem sei direito, mas vou fazer dois cursos no INEXH - Instituto de Excelência Humana.

A saber, Desenvolvimento e Liderança será o primeiro e depois Negociação e Vendas.

Alguém se habilita? Parece ser quente.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Easy

Olá a todos!

Este blogueiro vem por meio desta postagem, pedir calma e paciência a todos os seus leitores.

Não estou conseguindo um mínimo de tempo para postar no blog por dois motivos:

1 - estou em período de transição entre um emprego e outro até o dia 20.

2 e Estou sem computador em casa, dependendo da caridade alheia pra ver e-mails.

Estou trabalhando em um texto que gostaria de publicar na íntegra, mas está em inglês, por isso estou traduzindo para facilitar a vida de todos.

Por isso tudo peço calma a todos pois em breve voltarei a produção habitual.

Valerá a pena esperar pois esse texto que estou traduzindo é muito interessante, pois trata de uma questão muito atual e pouco divulgada pela nossa excelente imprensa.

Para os que não estão conseguindo acessar o blog, peço mais calma ainda, pois ainda não descobri o problema.

Obrigado,

Diogo Diordan Almeida Prado Moscoso Araújo Marujo de Aragão e Cintra

quarta-feira, outubro 10, 2007

Mr Dizzy, esse rapaz....

Esse moço, em 1947 comandava essa big band.



Ele ainda não tocava com seu famoso trompete de campana torta, apontando para o alto.

Diz a lenda, que num dos seus shows, sentou-se um mafioso na primeira mesa, que se incomodou com o som "estridente" do trompete de Dizzy Gillespie.

O mafioso teria se levantado e, com a mão entortado a campana do trompete de Dizzy.

Que adotou, como marca registrada, assim como as enormes bochechas infláveis, dignas de salvar uma pessoa do afogamento.

Com direito a Muppet Show, Mr Dizzy:

O caderninho e o disciplinado


O Caderninho é um item fundamental, sem o qual nada do que conhecemos hoje, em termos de tecnologia existiria.

É a mesma coisa que a parede das cavernas onde as pinturas rupestres eram feitas. Em comunicação isso é chamado de suporte.

Serve pra guardar o nosso conhecimento fora do nosso corpo, para que possamos morrer em paz e não atravancar tanto o desenvolvimento do conhecimento, logo da espécie humana (e eu dizia não fazer proselitismos).

mas eu também acho importante exercitar a memória.

E outra: esse ser desorganizado e extremamente bagunceiro, precisou arrumar outras armas pra lutar nesse mundo, sendo que decidiu que a disciplina e o "fazer um milhão de vezes" não seriam os meios empregados para o sucesso.

Portanto, meu problema não seria ter o caderninho, mas passar na fila da disciplina mínima para me acostumar a anotar as coisas.

E fazer um esforço pra desacostumar uma mente viciada na bagunça e no bumba meu boi.

O que eu penso mesmo?

Que a melhor fotografia fica sempre na memória.

terça-feira, outubro 09, 2007

Hareburguer

Transcodificantemente assim bicho! Vai um aê?

Liberdade


De tirar o fôlego.

"Ela sabe, por exemplo, que a amo com loucura; ela me permite até mesmo entretê-la com minha paixão. Não poderia manifestar seu desprezo de um modo melhor que me autorizando a lhe falar do meu amor livremente e sem obstáculos.. "Eu faço tão pouco caso de teus sentimentos, ela parece dizer, que tudo que puderes me dizer, que tudo que puderes sentir em relação a mim, me é perfeitamente indiferente"."

O Jogador, Dostoiévski.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Metalinguagem

Ao escrever esse blog me deparo com inúmeras questões. Vou falar sobre elas aos poucos apenas por causa da política "pocket-info" que todos conhecem.

A primeira delas apareceu de cara: Mostrei o blog para minha mãe e ela diz assim: Ahh... você "proselitisa" no seu blog? (pra não dizer "disserta" e ainda uma palavra daquelas que você não tem certeza do significado. Bem coisa de mãe.)

proselitismo
{verbete}
Datação
1836 cf. SC

Acepções
■ substantivo masculino
1 atividade ou esforço de fazer prosélitos; catequese, apostolado
Ex.: trabalho de p. dos partidos políticos
2 conjunto de prosélitos

Etimologia
prosélito + -ismo; f.hist. 1836 proselytismo

Quem são os prosélitos é uma questão que deixo pra depois. Vou me ater ao fato de que não pretendo fazer proselitismos, nem ficar dissertando sobre as coisas.

O que eu quero é me comunicar com as pessoas que lêem o blog, mostrar as coisas pelas quais me interesso, saber o que todos acham dos assuntos que eu evidencio, estar mais próximo daqueles que são meus amigos, mas que não estão próximos no quotidiano (já que só temos 24x7 horas por semana e boa parte delas consumidas pelos nossos trabalhos).

Outra coisa interessante, apenas en passant é que o mundo se divide entre vai ou não vai pro blog. E isso torna tudo bem mais divertido.

E de repente você tem aquela obrigação boa de, todo dia, encontrar coisas interessantes no mundo.

Garantia de que não vou ficar parado, nem perder o "encantamento com o mundo", o olhar de criança...

Embora muito do mundo contribua para isso.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Jaco! Ensina os meninos?


Dispensa apresentações mas...

Um dos maiores baixistas do mundo, nascido em Norristown, Pennsylvania, Florida.

Teve uma ascensão meteórica e teve sua carreira muito encurtada por conta do uso de drogas, e por conta do seu pavio curtíssimo.

Era um cara muito louco segundo consta.

No auge da loucura, perambulava pela cidade pedindo esmolas e dormindo em parques, foi preso diversas vezes causando brigas em boates. Foi preso em Tokio dirigindo uma moto, completamente nú....

Certa vez chegou a ser preso por tentar invadir a casa de seus próprios amigos, com o intuito de recolher os seus discos, pois, segundo ele, estes o pertenciam.

Fez que fez, até que um dia apanhou de um segurança da boate, depois de ser expulso um milhão de vezes.

E teve traumatismo craniano.

E morreu.

Mas acho que viveu o suficiente.

Quem tiver paciência e gostar de música, veja esse vídeo. É só a primeira parte de dez.

E não saber inglês não é mais desculpa.

Primeiro porque é bom demais vê-lo e ouvi-lo em ação.

E depois,vejam o "Engine" do dictionary.com que temos ao lado!

Mais uma cortesia Rapsberrydreams!

Chant des Partisans - 1, 2 e 3

Vejam esses vídeos!

Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Trata-se de, digamos, hereditariedade.

Obrigado Peter, por me apresentar Zebda!

Chant des partisans - 1 - Hino original de resistência



Chant des partisans - 2 - Por Sarkozy




Chant des partisans - 3 - Por Zebda - Grupo musical Franco-argelino

Economizar a natureza? Pois sim!



Recebi esse vídeo da Júlia Casali (Desculpe a formalidade jú, mas nem todos te conhecem) e ele é realmente relevante.

Conversando com o Rick (ai ai ai Ricardo Infante), pensávamos sobre o que fazer, fora assistirmos estarrecidos o mundo sendo devastado.

Obrigado Jú, são coisas simples assim que fazem diferença e mostram resultados práticos. Aquela velha história da andorinha sozinha que não conseguia fazer o verão, mas não desistiu e resolveu convencer andorinha por andorinha de que era chegada a hora do verão!

P.S. Jú, não consigo fazer ele encaixar bonito no espaço, tá meio cortado, mais dá pra ver tudo que importa. Sorry honey!

quinta-feira, outubro 04, 2007

Desfecho - Stand Center

Para os que acompanharam a batalha e a agonia!

Consegui vencer a batalha do Stand Center.

Saio avariado, machucado, com 30 reais a menos do que comecei, com 30 horas a menos também, sem a tão sonhada placa de vídeo e com a careca um pouco maior.

Mas briguei até a mulher devolver quase todo o meu dinheiro.

Tive que gritar, fazer escândalo mesmo, espantar os clientes da mulher, ameaçar de morte, de quebrar tudo, de invadir o stand. E nada! Ela disse que eu podia ficar lá A TARDE TODA GRITANDO! olhou para o técnico e disse: Vamos fechar a loja para almoço?

Isso as 14:30, eu no meu horário de almoço e já meia hora atrasado, com uma hora e meia de briga feia!

Em resumo, brigamos mais meia hora até que ela exausta diz:(imaginem eu - ela não olhava na minha cara)

Devolvo seu dinheiro menos R$ 30,00 do serviço que eu fiz! Ou a diferença entre a placa e uma fonte nova! (mas eu não queria comprar uma fonte nova!)

Pra resumir, fiz que fiz que consegui. Ela não me devolveu todo o dinheiro, mas quase tudo. E eu aceitei porque perto do que estava prestes a acontecer (eu ficar sem a placa e sem a grana) achei que era o máximo que conseguiria.

E nunca mais compro nada lá, só jogos e cds virgens!

Acho que era pra testar o meu poder de briga, e isso me ensinou belas lições!

À ferro e fogo, mas ensinou!

quarta-feira, outubro 03, 2007

DESABAFO - stands 117 e 175 - CUIDADO!


Cuidado com a dupla do Stand Center! Stands 117 e 175!

Depois que o Cirão me convenceu de que nada é mais barato em termos de equipamentos fotográficos do que o Stand Center, fiquei com a pulga atrás da orelha.

Nada tem garantia, nada tem nota e se tem é fria, gelada. Mas é mais barato.

Depois que o Cirão comprou um belo equipamento de fotografia lá, pagando mais barato do que na Angel ou BH, resolvi arriscar.

Tive um problema na minha placa de vídeo e comprei outra lá. No famigerado stand 117 (imaginem se fosse 171).

E assim foi, comprei instalei e depois de um tempo a placa deu pau.

Fui lá trocar e a coreana (nada contra os coreanos em si) não queria trocar a placa, alegando que eu tinha um problema na minha fonte.

Briguei, discuti, argumentei até ela trocar a placa.

Peguei a placa nova e levei no Vantuil, meu técnico. (tinha que contar o nome dele).

Chegando lá, a placa não funcionava mal como a outra, nem bem, nem mais ou menos... ela simplesmente não dava sinal de vida.

Voltei no Stand Center, já bastante prostituido da vida e enfrentei mais uma batalha até ela trocar novamente a placa.

Desta vez, ela não tinha outra da mesma marca e me deu uma outra 30 reais mais barata. Me devolveu a diferença do valor, não sem antes me dar uma canseira de 1 hora, falando que o problema não era da placa, que eu tinha quebrado a placa (vejam vocês, em 24 horas).

Fez que fez, mas trocou.

Levei a placa nova pro Vantuil.

Ligamos e adivinha?

A placa funciona, mas trava em qualquer aplicação que necessite de um pouco mais de desempenho. Trava em qualquer jogo.

Resultado: amanhã tem mais um round! mas eu precisava avisar a todos: Cuidado ao comprar qualquer coisa no Stand Center, ainda mais na dupla encapetada, stands 117 e 175. Peçam sempre para que a peça seja testada na sua frente, e havendo qualquer anormalidade quando chegar em casa, volte imediatamente lá, pois qualquer tempo que passe serve de argumento para dizer que fomos nós que quebramos a peça.

Chamar o Procon? piada. A Polícia? mais engraçada ainda! Falar com a administração do Stand Center? Pffffff!

Alguém tem um machado dos bem graúdos?

Ah! O Infinito


Cheguei finalmente a uma prova cabal, ou uma demonstração lógica, quase matemática de que o universo é infinito.

Ou pelo menos, de que há algo depois do fim do universo.

Desculpem se me repito, mas essa é uma questão que não me deixa dormir. Acho tão, mas tão interessante pensar nisso que não deixo de fazê-lo nem um dia sequer.

Analisemos pois, duas hipóteses:

A - O universo é infinito

e

B - O universo é finito.

Separação binária, ou é ou não é.

Nos debrucemos primeiro sobre a hipótese A:

Se o universo é infinito, ele é infinito e pronto, não tem fim e matamos a questão.

O universo é de fato infinito do ponto de vista da hipótese A.

Já a hipótese B, nos aponta para o seguinte raciocínio:

Sendo o universo finito, ele tem um fim, um término.

Vejamos a definição de "finito", extraída do dicinário Houaiss:

finito {verbete}
Datação
1510 CDP I 135

Acepções
■ adjetivo e substantivo masculino
1 que ou o que tem um fim, um limite
■ adjetivo
Rubrica: gramática.
2 diz-se dos modos indicativo, imperativo, condicional e subjuntivo

Etimologia
lat. finítus,a,um part.pas. de finìo,is,ívi ouìi, ítum,íre 'limitar, demarcar, determinar'; cp. divg. findo; ver fin-; f.hist. 1510 fenito, 1540 finito

Sinônimos
como adj.: ver antonímia de permanente

Antônimos
infinito; como adj.: ver sinonímia de permanente


Sendo "finito", tudo que tem um limite, um fim, podemos chegar à simples conclusão que, sendo finito o universo, deverá haver um limite e esse limite certamente separa o universo de alguma outra coisa, que não sabemos o que é.

Há portanto, algo após o término do universo.

Assim sendo, podemos dizer que o universo, da maneira que o conhecemos, pode ser finito, mas que há algo após o seu fim, isso há, por definição.

Depois do fim dessa nova coisa, não sendo ela infinita, heverá uma nova coisa. E depois da nova coisa, uma outra, que pode ou não ter um fim.

Desta forma concluo que, considerando as hipóteses A e B, o universo é infinito, ou caso ele tenha um fim, o espaço no qual está inserido este universo é infinito e composto de outros universos ou de outras coisas por nós tão desconhecidas quanto o próprio universo e seus limites.

Isso pois, um fim sempre pressupõe uma borda, algo que separe isso daquilo, mas sempre pressupondo um "aquilo" que vem depois.


Tomara que ninguém me interne!

segunda-feira, outubro 01, 2007

Educação imagética - Bandeira Gay

Depois de notar a polêmica envolvendo a bandeira gay e o quadro do Ellsworth Kelly, resolvi trazer mais informações.

Ainda mais que percebo que os assuntos polêmicos geram mais comentários! Falem mal mas falem aqui, no rapsberrydreams, quero sempre ouvir a opinião de todos, por isso fiz um blog.

Vejam essa matéria que fala sobre a mudança da bandeira gay, que na origem tinha 8 cores, depois perdeu duas e em 2003 ganhou uma nova versão, com 8 cores novamente.

Matéria na íntegra - Mix Brasil - UOL

Errei no meu comentário no blog, quando disse que a programação cromática ia do amarelo pro magenta.

Na verdade ela vai do vermelho pro magenta e agora inclui o pink.

Basta comparar com o quadro do Ellsworth Kelly e notar a diferença assustadora. A principal está na ordem das cores e na sua tonalidade.

Nem tudo que é colorido é gay.

Ou será que podemos assim chamar essa tv fora do ar?


Atendendo a pedidos, editei essa postagem apenas para incluir a nova bandeira gay, com as famosas 8 cores, que incluem o índigo e o pink:

sexta-feira, setembro 28, 2007

Hora do almoço


Minha Hora do Almoço

Tem sido, com frequência bastante rica do ponto de vista filosófico e cultural.

Hoje mesmo conversei francamente sobre a pena de morte, e sobre ditaduras, e sobre liberdades, e direitos individuais, censura, o seu lado bom, o seu lado ruim.

Conversa séria. Argumentos coerentes, mentes razoavelmente bem treinadas na arte de esmiuçar um tema. Espaço para ouvir e para escutar.

Como pode, alguém, antes de qualquer investigação, afirmar que outra pessoa matou alguém? Falar mal de qualquer pessoa, é prejudicá-la para sempre, ainda mais com o alcance e poder de persuasão que tem a mídia.

E é exatamente isso que fazem os programas sensacionalistas de notícias na tv. Não "careço" nem de citar nomes.

A censura sendo discutida do seguinte ponto de vista: Não se pode sair por aí falando qualquer coisa de quem quer que seja. Porque isso é irreversível, prejudica e fere a liberdade do outro.

Essa imprensa não devia ser "processada/penalizada" pelos danos que causa? Crimes como esse não deviam estar previstos no código penal?

Mas a mídia é efêmera, feita pra vender. E isso vende. Acabou. Tá legitimado em nome do business, trabalho, negação do ócio, denúncia, são os verdadeiros policiais do nosso país, zelando pela justiça.

E vamos parando por aqui por causa da política "pocket-info" que já foi excedida aqui.

E porque só temos uma hora de almoço.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Ellsworth Kelly

A Incrível Fábrica de Caralhos



Fala por si.

Diferentes Pontos de Vista


Não tenho nem o que falar, fora pedir encarecidamente que leiam essa matéria que saiu no "Herald Tribune".

Foi escrita por Vaclav Havel, ex-presidente da República Tcheca e atenta para o óbvio, e que nós não enxergamos, quer dizer, muitos de nós.

Enquanto não acabar esse jeito de olhar o mundo, sempre colocando o homem como agente máximo, sujeito supremo, fim e começo de todas as ações, continuaremos caminhando para o nosso fim.

E o planeta sorri.

Aquele mesmo papo: a Matéria é longa, mas, mais longa será a vida do planeta sem seu principal câncer.

O planeta não está em perigo. Nós é que estamos

Vaclav Havel
Em Praga

Nos últimos anos pergunta-se de forma cada vez mais enérgica se as mudanças climáticas globais ocorrem ou não segundo ciclos naturais; até que ponto nós, humanos, contribuímos para tais mudanças; que perigos são provocados por estas e o que pode ser feito para preveni-las.

Estudos científicos demonstram que quaisquer alterações na temperatura e nos ciclos de energia em escala global poderiam significar uma ameaça generalizada para todas as pessoas em todos os continentes.

Também é óbvio, com base nas pesquisas publicadas, que a atividade humana é uma causa de mudança; só que não sabemos qual o tamanho da contribuição específica desta atividade. Mas, é realmente necessário conhecer o tamanho desta relação de causa e efeito com uma precisão que chegue ao último ponto percentual? Ao aguardar por uma precisão incontestável, não estaríamos apenas perdendo tempo, quando poderíamos estar tomando medidas que são relativamente indolores quando comparadas àquelas que teríamos que adotar após mais postergações?

Talvez devêssemos começar a enxergar a nossa estada temporária na Terra como um empréstimo. Não pode haver dúvida de que nas últimas centenas de anos, pelo menos, o mundo euro-americano tem acumulado uma dívida, e que agora outras partes do planeta estão seguindo esse exemplo.

Agora a natureza está fazendo advertências e exigindo que nós não só contenhamos o crescimento da dívida, mas também comecemos a pagá-la. Não há muito sentido em questionar se contraímos um empréstimo excessivo, ou perguntar o que aconteceria se adiássemos o pagamento. Qualquer pessoa que tenha uma hipoteca ou uma dívida bancária pode facilmente imaginar a resposta.

Os efeitos das possíveis alterações climáticas são difíceis de se estimar. O nosso planeta nunca esteve em um patamar de equilíbrio do qual pudesse se afastar devido a determinada influência, humana ou não, para depois, no momento apropriado, retornar ao seu estado original.

O clima não é como uma espécie de pêndulo que retornará à sua posição original após um certo período. Ele evoluiu de maneira turbulenta no decorrer de bilhões de anos rumo a um complexo gigantesco de redes, e de redes no interior de outras redes, nas quais tudo está interligado de diversas formas.

As suas estruturas jamais retornarão precisamente ao estado em que se encontravam há 50 ou 5.000 anos. Elas só sofrerão alteração para um novo estado, que, contanto que a mudança seja reduzida, não implicará necessariamente em qualquer ameaça à vida.

Porém, mudanças de grande magnitude poderiam ter efeitos imprevisíveis no interior do ecossistema global. Em tal caso, teríamos que nos perguntar se a vida humana seria possível. Como ainda prevalece tanta incerteza, é necessária uma grande dose de humildade e circunspecção.

Não podemos iludir a nós mesmos indefinidamente, afirmando que nada está errado e que podemos manter alegremente os nossos estilos de vida consumistas, ignorando as ameaças climáticas e adiando uma solução. Talvez não haja nenhum perigo relativo a qualquer grande catástrofe nos próximos anos ou décadas. Quem sabe? Mas isso não nos desobriga da responsabilidade com relação às gerações futuras.

Não concordo com aqueles cuja reação às possíveis ameaças é alertar contra as restrições às liberdades civis. Caso as previsões de alguns climatologistas se confirmem, as nossas liberdades serão equivalentes àquelas de alguém dependurado no parapeito no vigésimo andar de um edifício.

Vivemos em um mundo conectado em uma única civilização global que abrange diversas áreas civilizacionais. Nos dias de hoje a maioria delas tem uma coisa em comum: a tecnocracia. Prioriza-se tudo que seja calculável, quantificável ou avaliável. Entretanto, este é um conceito bastante materialista, que nos está empurrando em direção a encruzilhadas importantes para a nossa civilização.

Toda vez que reflito sobre os problemas do mundo de hoje, quer estes digam respeito à economia, à sociedade, à cultura, à segurança, à ecologia ou à civilização em geral, sempre acabo me confrontando com a questão moral: que ação é responsável ou aceitável? A ordem moral, a nossa consciência e os direitos humanos - essas são as questões mais importantes no início do terceiro milênio.

Precisamos retornar repetidas vezes às raízes da existência humana e refletir sobre as nossas perspectivas nos séculos vindouros. Temos que analisar tudo com a mente aberta, moderadamente, de uma forma que não seja ideológica e obsessiva, e traduzir o nosso conhecimento em políticas práticas.

Talvez não se trate mais de uma questão de simplesmente implementar tecnologias para economizar energia, mas preponderantemente de introduzir tecnologias ecologicamente limpas, de diversificar os recursos e de não depender de uma única invenção como panacéia.

Também sou cético quanto à possibilidade de que um problema tão complexo quanto a mudança climática possa ser resolvido por um único ramo da ciência. Medidas e regulamentações tecnológicas são importantes, mas igualmente importante é o apoio à educação, ao treinamento ecológico e à ética - uma consciência da semelhança de todos os seres vivos e uma ênfase no compartilhamento de responsabilidades.

Ou atingiremos uma consciência em relação ao nosso lugar no organismo vivo e provedor de vida do nosso planeta, ou correremos o risco de ver a nossa jornada evolucionária retroceder milhares ou até mesmo milhões de anos. É por isso que entendemos essas questão como muito importante, e como um desafio para que nos comportemos responsavelmente e não como arautos do fim do mundo.

O fim do mundo foi antecipado diversas vezes no curso da história e, é claro, nunca chegou. E também não chegará desta vez. Não devemos temer pelo nosso planeta. Ele estava aqui antes de nós, e muito provavelmente continuará aqui depois dos seres humanos. Mas isso não significa que a raça humana não esteja correndo sério risco.

Como resultado dos nossos esforços empreendedores e da nossa irresponsabilidade, o nosso sistema climático pode não deixar um espaço para nós. Se adiarmos as ações, a margem para a tomada de decisões - e, conseqüentemente, para a nossa liberdade individual - poderá ficar bastante reduzida.

* Vaclav Havel é ex-presidente da República Tcheca. Traduzido do tcheco por Gerald Turner.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Dica Musical 2


Dica 2 - Give me the seventies - Carlos Jean - trilha Sonora de Lúcia e o sexo (2001).

das coisas hilárias da vida....


Essa foi uma das mais....

Achei no Blog do Juca Kfouri... ainda não vi com o audio, mas quase morri de rir.

Agora falando sério... É uma pena essa situação do Corinthians, um clube tradicional, de enorme expressão no cenário internacional... mphhhh HAHAHUEUHAAUHEAUHEAUEUHAE HIHIHIHIHHIHHHHHHIHIHIHIHI HUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHUHU KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

DESCULPEM...

Inclusão Digital - Brasil

Com dados da FGV, vejamos esse ranking dos municípios brasileiros e a porcentagem de incluídos digitais.

São Paulo ocupa a décima quinta posição atrás de São Caetano do Sul, Niterói, Santos, Vitória, Florianópolis entre outras.

Destaque para a última cidade da lista, com nome sugestivo, onde apenas 0,2% das pessoas foram consideradas incluidas digitalmente pela FGV: América Dourada - BA

Será que é reflexo, ainda, dos espanhóis?

click aqui para ver o ranking (PDF)

segunda-feira, setembro 24, 2007

Dica Musical 1



dica 1 - Ethanopium - Mulatu Astatke - Trilha Sonora do Broken Flowers com Bill Murray

sexta-feira, setembro 21, 2007

Mapa da Luz


Vale muito a pena ver onde tem luz elétrica no mundo.
O uso sistematizado de energia elétrica é um bom indicativo de regiões mais ou menos desenvolvidas economicamente.

Onde você mora?


Fonte: FGV

Pra onde vamos? Fritjof Capra

Nessa?


Ou nessa?



Vejam esses infográficos retirados do site da Unicamp/FEA

Eles falam mais do que milhões de palavras.

(click com "Shift" para abrir em outra janela)

O que estamos fazendo

Click para aumentar a imagem




O que deveríamos pensar em fazer

Click para aumentar a imagem


quarta-feira, setembro 19, 2007

Amazônia: Assunto batido?


A Amazônia está sendo devastada. Não é de hoje, nem de ontem e infelizmente, deste jeito, será de amanhã, e depois, e depois....

Já falamos demais nisso? Acho que não. Porque não se resolveu nada.

Vejam na íntegra, essa matéria Do Le Monde, publicada no Uol.

Ela é grande, mas tenham paciencia. Se a matéria é grande, a dificuldade em resolver esse problema gravíssimo é maior ainda. E as medidas que precisam ser tomadas são de uma proporção maior ainda.

Chamar de pulmão do mundo é errado? É.

Mas continuar destruindo tudo também é.

Deixar os estrangeiros patentearem os remédios oriundos da mata é prejudicial? É.

Mas queimar a mata com os remédios dentro também é.

A bola da vez é a Soja.

E bolas mais antigas como a Monsanto, Bunge e Cargill, continuam sendo bolas da vez.

E fazendo estrago. E ganhando rios de dinheiro.

Tirou o sapato?


Hoje uma mulher tentou invadir uma arena de sumô, em Tokio, Japão.

Veja a matéria do Terra na íntegra.

Uma bela oportunidade para discutirmos um pouco o papel das mulheres na sociedade japonesa.

No meu ver, foi um grito de desespero, uma tentativa de quebrar as correntes que separam homens e mulheres de forma tão incisiva.

No Japão a separação é bem clara, mas como isso se dá no Brasil?

Estamos mais perto de proporcionar igualdade de oportunidades e valorização para homens e mulheres? E não estou só falando de mercado de trabalho, e família. Estamos no âmbito da participação social de uma forma geral.

Ou aqui o assunto é tão velado que talvez estejamos mais distantes das condições ideais de desenvolvimento para os seres humanos brasileiros?

segunda-feira, setembro 17, 2007

Espaço Cênico

(Foto de cena do espetáculo "João e o pé de feijão" da Cia Circo Mínimo, com Rodrigo Matheus e Ricardo Rodrigues)


Abrindo espaço para o circo!

Não é porque é meu irmão. Não é porque ele é referência na pesquisa de técnicas circenses aplicadas em contextos teatrais.

Não é porque ele ganhou prêmios da crítica e público na França, Austrália, Inglaterra e Escócia, com um dos mais belos espetáculos que já assisti, e que tive o prazer de operar o som, Deadly, a saber.

Não, não é por isso.

É só porque o trabalho que ele vem desenvolvendo aqui no Brasil, é de se tirar o Chapéu.

CEFAC - Centro de Formação Profissional em Artes Circences


O primeiro curso superior em Circo.

Uma salva de palmas para Rodrigo Matheus, Alex Marinho, Alexandre Roit e seus comparsas!

Foquinha Kerlon


Gostaria de saber a opinião de quem se interessa por futebol. Ou de quem não se interessa mas quer palpitar.

Vejam esse vídeo, que mostra o drible aplicado por Kerlon, do Cruzeiro, durante o clássico vencido pela equipe celeste, por 4x3, na quarta feira da semana passada.

Kerlon Foca

O que eu quero saber:

1 - Foi agressão? O lateral coelho mereceu ser expulso de campo?

2 - O lateral Coelho usou de uma atitude antidesportiva?

3 - Coelho merece ser punido?

4 - Os dribles dados por kerlon representam um desrespeito ao adversário, ou são feitos com o intuito prático de alcançar o gol, ou um melhor posicionamento?

Quem quiser veja a matéria do uol: - Kerlon Foca

Para quem quer ver mais "Dribles da Foca" desse jogador que vem sendo chamado de "Novo Ronaldinho" ou de "Seal dribbler".

Vídeos do Kerlon Foca

Bebo & Cigala


Das grandes descobertas dos últimos tempos, essa é a melhor, sem dúvidas e me foi proporcionada pela minha mãe.

Chamam-se Bebo & Cigala

Trata-se de uma dupla incrível, pra quem tem saudade do Buena Vista Social Club, de Cachao e de Ibrahim Ferrer.

Um deles é Pianista, Bebo Valdes, Cubano, nascido em La Habana, arrepia. Pode tocar seu piano sem problemas com ancenstrais e sem deixar cair.

O outro é o que chamamos de "cantaor", Diego Cigala, Madrilenho, tem suas raízes no Flamenco. Sua Voz rouca é carregada de sentimentos. Toca fundo.

Para quem gosta de música bem tocada, feita com mãos e alma, é indispensável.

Atenção para o último disco e DVD, Lágrimas Negras


Bebo & Cigala,

Será que os senhores poderiam vir ao Brasil? Por Favor?

quinta-feira, setembro 13, 2007

Livre



>Lâmpada - Giacomo Balla - 1909<)
>Mercurio passando pelo Sol - Giacomo Balla - 1914<


Livre


Achar que o que se quer

É o mesmo que é bom

Achar o amanhecer

Seis da tarde sangue bom


Cair na ribanceira

Sem ao menos se propor

Achar que lá tá bom

Achar que é assim

Que não tem tempo ruim


Usa a lenha da roseira
Torcendo pra nascer flor





Mas pular na ribanceira

tem que ser por opção

Se sentir que lá tem coisa

Pula mesmo meu irmão


Se eu fosse te dizer

Duas uma sem perdão

Raptava tua cabeça

E deixava o coração


Não que não seja lindo

Viver pássaro pesado

Pra voar bem lá no alto

Precisa de tanta força


Bastava ir pro lado oposto

Implodir não expandir

Ser o mundo de si mesmo

E viver forte emoção


Troca o logos pelo ludo

E dispensa tua razão

Na batalha ali dá tudo

E o poço é mais que fundo


Mas escuta por favor


A fé procura o ouro

Onde não enxerga o olho

Onde vê o coração

Ali “ce” pode ir

Ali. Ali tá bom.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Felipão


Peço.

Vejam esse link.

Espionagem da tv com o felipão.

Que hoje, segundo consta, deu um soco num sérvio . . .

Felipão espionado

A prova do Crime

Um dia eu vou mudar de assunto, eu prometo.


Eu o Joshua e a Lu!


Foto do Show (a foto não é minha, desculpem a falta de foco)

Ah Joshua!



Eu acho que precisaria de uma semana pra saber o que dizer do show do Joshua, ontem no Bourbon Street.

"Hoje eu quero apenas, uma pausa de mil compassos...."

Era um trio. Baixo acústico, bateria e saxofone tenor.

O baterista era negro, baixo e conversava no bar quando chegamos para o segundo set da noite. Passei por ele e senti. Mas não sabia de nada ainda.

O cara quebra, por favor alguém me lembre o nome dele, pois fiquei hipnotizado.

Ele olha pro lado e quebra! Com um piercing na sobrancelha e a boca aberta, saboreando suas divisões precisas do tempo. Não que ele divida o tempo, ele quebra. Ele faz o tempo parar se quiser. Nossa senhora.

O baixista era outra aparição. Branco, alto, podia estar disfarçado entre o público do bourbon. Mas de repente... fez um solo, dois, três ... e tocava, tocava, como quem contava uma prosa. E todos entendiam. Este olhava para baixo, pro baixo, pras cordas. E pro Joshua. Quem mais entendia suas frases e parecia por vezes incrédulo.

Não entendi o seu nome.

E ele. Ah.... Ele.

Alto, magro, mulato de olhos verdes?! Dando joelhadas no ar, como quem não aguenta o groove do que está tocando, sentindo, pensando. Ele pensa? Acho que não, ele vibra ele exala música. Mas parecia compreender cada nuance dos improvisos da sua banda.

Quando de cada solo, ele compartilhava com frases curtas e olhar atento ao músico.

A cada nota, ele mexia o rosto, como sendo estapeado pelo baixo ou pela bateria. Fazia uma cara de dúvida quando era surpeendido por uma sequencia de notas, mas logo depois sorria e parecia dizer: "Ah! Entendi. Você me surpreendeu, mas eu entendi."

O espaço do improviso. O baterista olhava e avisava com o olhar que faria algo diferente, pedindo mais 4 compassos, pois iria fazer algo fora do "script".

Ele olhava e dizia com o olhar: Por quê?

E o Baterista respondia com as mãos, numa sequencia impressionante de notas: Por isso.

E ele dizia: Ah! entendi.

Eles cruzavam os olhos.

Na platéia, meus olhos choravam.

E o baixista não olhava para os dois, coisa de quem domina o que está fazendo e que não se surpreende com pouco. Coisa de quem não se importa se aquela passagem terá 4 ou 16 compassos, ou se vai ser tercinada ou transposta.

Mas estapeava nossa cara, e a do joshua com seu baixo.

O show teve alguns momentos únicos. Primeiro, um solo de bateria cênico, no qual o Joshua tentava penetrar com seu saxofone mas era impedido por mais uma virada do baterista. Foi demais.

Tocou uma do Thelonious Monk.

Depois Soul Dance, no sax soprano. Pára tudo.

Depois, ele tocou uma música muito funkeada, e além de tudo, tocou fazendo percussão com a boca na palheta do sax. Enquanto tocava, marcava o ritmo com a palheta que fazia um som surdo.

Pior pra palheta que quebrou, se soltou, e não queria mais trabalhar. Foi trocada. Ficou longe dele.

Nossa senhora, nem sei mais o que dizer. Mas guardei o melhor para o fim.

Acabou o show, ele fica 10 minutos descansando no camarim e vem para a platéia atender a todos, de uma maneira solicita, educada, simpática, suada.

Tirei uma foto com ele, duas, porque a primeira ficou ruim feita com a câmera de um músico.

Peguei o seu autógrafo, abracei-o (apenas nas fotos) e fui tiéte. Falei com ele, mas não tinha o que falar.

Falei apenas que ele era incrível, que eu não tinha palavras, que tinha sido a coisa mais incrível da minha vida.

Ele sorriu e me olhou no olho.

Sem homosexualismos, eu quase morri ontem.

Entrou para o hall dos melhores shows da minha vida, ao lado do Ibrahim Ferrer, com Buena Vista Social Club e do Terence Blanchard, no mesmo Bourbon Street.

Obrigado Joshua por existir, assim, tão de verdade, tão de perto.

terça-feira, setembro 11, 2007

vazio

hoje estou me sentindo assim, sem nada para dizer, mas já passa.

Vou ficar em silêncio.

Um pouco só.

E esperar algo me tocar.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Carta ao Joshua Redman

Joshua

Algum dia eu deverei rir disso, da ironia, do absurdo, do surrealismo, do inesperado, do turbilhão

Eu devia saber

Joshua Redman

Tinha que ser desse jeito? Será que eu vou te ver, te viver?

O que eu queria ver em você, captar do teu saxofone?

Desculpe a falta de compostura, queria te elogiar

sou franco

te ver amanhã será dramático como o próprio jazz

A prova do Infinito II

Mais uma do Primo!

Fruto de uma profunda conversa na lareira, em Itajubá.

Abro aspas para a idéia que é dele 100%, mas não nessas palavras ok?

"Com o auto-conhecimento e o uso das possibilidades amplas do pensamento e do cérebro humano, não existe limites para o nosso desenvolvimento.

isso quer dizer que podemos tudo, podemos ser exatamente o que quisermos, e isso é um dom ilimitado."


Assim, se não temos limites para o nosso desenvolvimento pessoal e psíquico, teria o universo um limite, uma fronteira, uma borda?

Acho que não....

1 dia

Falta 1 dia para o show mais esperado de toda a minha vida:

Joshua Redman em São Paulo.

Quem quiser me encontrar, estarei no Bourbon Street em um dos dois horários .... em transe.

Será que sobrevivo?

Itajubá sem fronteiras

Itajubá, uma cidade pequena, no Sul de Minas Gerais. 4 horas de ônibus partindo do terminal Tietê.

Estive lá, mas não conheci a cidade, só passei por ela.

Por quê?

Porque havia muita coisa pra fazer onde eu estava hospedado e pouquíssimo tempo para curtir aquele lugar maravilhoso e 20 minutos afastado da cidade.

Uma academia em construção, diversos chalés espalhados em um terreno grande, arborizado, com vista para um mar de morros.

Uma piscina... ou melhor uma senhora piscina de 25 metros para nadar à vontade, com a água aquecida à lenha... porque lá faz frio de verdade, e uma queda d'água massageadora. Um quiosque de sapê, esperguiçadeiras em sintonia.

Uma cozinha com fogão à lenha, muita comida, churrasco, bico azul, bico amarelo, pinga de Santa Clara, cerveja e água, muita água....

Uma lareira no chão, em meio ao deck da varanda!? Escondida sobre um piso falso? Sim lá havia isso também... eleita a melhor ideia do ano, colocou todas as lareiras no chinelo.

Jogos, muitos jogos, coletivos, em duplas, individuais.... pros mais desesperados, conexão com a internet... (Deus me livre).

3 barracas, dezessete hospedes espalhados pelo terreno, em chalés, acampados, dormindo na academia, no chão, na árvore.....

Gente legal por todo lado.... divididos entre hospedes e anfitriões, estes últimos impecáveis: gentis, cordiais, solicitos, simpáticos, educados, cultos..... Gente que gosta da vida, de conhecer gente, de jogar conversa fora, sem frescuras, mineiros com "M" maiúsculo.

Conheci muita gente legal, legal mesmo, sem bajulações.

Foi um enorme prazer, conversamos sobre tudo, visitamos uma cachoeira maravilhosa onde deixei para trás alguns dilemas.

Por fim a cereja no bolo, um papo profundo, muito profundo com uma pessoa incrível, que conseguiu curar a minha dor de cabeça sem tylenol e com 5 minutos de exercícios de Programação Neuro-Linguística... impressionante!

Um convite que muito me honrou e que aceitarei, finalmente descobri qual era o objetivo maior desta viagem.

Obrigado Clara, Marcelo, Brenda e Marco, obrigado por tudo, vocês são pessoas como as que eu torço para rechearem meu caminho!

Obrigado Primo, pelo convite...

Espero voltar em breve.... muito em breve.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Feriado Off Line

Olá a todos!

Neste feriado estarei em Itajuba - MG por conta das comemorações festivas e animadas do aniversário da minha amiga Clara.

Com isso estarei distante (Graças a Deus) da internet, e de quase todos os meios digitais de comunicação.

Serei muito analógico, portanto, novas postagens somente na segunda feira!

Bom feriado a Todos

Parabéns Pai, pelo seu aniversário!

Diogo

quarta-feira, setembro 05, 2007

De chorar - Joshua em São Paulo


Não vou nem fazer comentários, fora que é o músico que eu mais gosto na atualidade, sempre... faz parte da minha vida, conheci com o Teddão, nos tempos de Osnoonsay.

Discos que eu mais amo:

MoodSwing - Atenção para a faixa Rejoycing (anteriormente confundida pelo dono do blog com o nome do disco, obrigado Lu!)

Wish

Timeless Tales for Changin' Times - Atenção especial para a releitura de "Love for Sale" do Cole Porter

Vejam na íntegra a matéria que saiu no Yahoo:

(São Paulo, BR Press) - No dia 11 de setembro, um dos melhores saxofonistas tenores do mundo estará no Brasil para lançar o CD Back East. Ele se apresenta em duas sessões, uma às 21h e outra às 23h30, no Bourbon Street, com o seu Joshua Redman Trio, formado também pelo baixista Matt Penman e pelo baterista Gregory Hutchinson.

Desde 1992, ano de lançamento de seu primeiro álbum, Joshua Redman vem conquistando posição de destaque no mundo do jazz. Em 1994, ele foi considerado pelos leitores da revista norte-americana DownBeat, conhecida como a "bíblia" do jazz, o músico do ano.

De acordo com a crítica especializada, Back East é realmente o seu álbum mais maduro.

Os ingressos variam de R$ 95,00 (até uma semana antes do show) a R$ 120,00 (após este período).

Bourbon Street - Rua dos Chanés, 127; (11) 5095-6100

terça-feira, setembro 04, 2007

Sassá Mutema - O legume


Não pode ser que alguém em sã consciência (quem disse que ele nasceu em sã consciência) fique fazendo comentários desse tipo quando o próprio clube em que atua se encontra em situação tão complicada.

A ùnica explicação plausível é a dada pelo próprio Souza, jogador do São Paulo, em ótima fase e alvo de constantes provocações deste jogador, que prefiro não citar o nome, e que todos sabem quem é.

É o único jeito de ter mídia, atenção, holofotes, já que com a bola no pé tá difícil.

vejam a matéria no uol

Banda Comboio



Não é porque sou amigo de um dos membros, fundador, que faz arranjos (fiquei com medo de escrever "arranjador", e compõe músicas refinadas como a linda "Soniechka" em homenagem a Dostoiévski.

Também não é porque tive uma banda com ele, na qual só ele e a Céu foram pra frente na carreira musical.

Também não é porque estudei com ele, criamos um movimento de vanguarda e fizemos a professora de português chorar.

Não é por nada disso que estou colocando essa divulgação aqui....

É porque essa banda é boa demais, uma big band pra ninguém botar defeito ao melhor estilo Banda Mantiqueira. Sem o François Lima, nem o Nahor Gomes, nem o Proveta.... mas quem precisa deles?

Mais uma deles? Posso?

Desculpem a repetição, vai mais uma letra do Cat Empire, aquela banda australiana que me foi apresentada pelo meu irmão.

O que fazer se o tempo parar e as estações se inverterem?

Rhyme and Reason - The Cat Empire

Rhyme and reason
Reason and rhyme
We asked the old man
“What is the time?”
The time he said
“I do not know.
The clock stopped working some time ago”
“What a disaster” was our reply
“We don’t know if it’s 1 o’clock or half past 5”
The man kept talking things were fine
Looking at the sun he said
The time was for reason and rhyming

Reason and rhyme
Rhyme and reason
We asked the old lady “What is this season?”
The season she said
“You can’t be sure.
The weathers changed, can’t tell you any more”
“Oh my god, oh my god, oh my god what a thing!
We don’t know if it’s summer, autumn, winter or spring”
“But wait,” she said
“This might be pleasing.
The time has come for rhyming and rhyming and reason”

[Rhyme And Reason Lyrics on http://www.lyricsmania.com]
Rhyme and reason and destination
We ask ourselves, what is this nation?
This place they say is no mans land
And terra nullius is written in the sand
So what
With all these spaces
Can’t we be independent and combine the races
Well we will see what we can do
Like time and season
We’ll rhyme and then we’ll reason along

Música Australiana


Dentre as inúmeras surpresas proporcionadas pelo meu irmão mais velho, quando da sua volta da Austrália, uma delas marcou mesmo, está comigo até hoje, virei fã, inveterado e doente.

Chama-se "The Cat Empire" e veio até mim em forma de um cdzinho pirata.

Depois disso veio o vício e muitos outros albuns...

Vejam o sol, acho que esses caras resumem a ópera. Quando olho pro céu, lembro dessa letra.

Perdôe quem não lê inglês, mas traduzir ia dar muito trabalho e ia perder a beleza.

The Sun - The Cat Empire

Oh this man he wakes up in the morning
Don't know where
His eyes do squint
The sun does glare
Stands up yawns
Does stretch his limbs
Turns his face to the sun
And begins to sing
Seen many places
Done many things
I've been drinking from the earth
I've see the world from within
Had my share of women
And I've had my share of fights
I've been searching for the moon
I've seen some long long nights
Shook too many hands
And I made too many bets
My friends are all gypsies
And I laughed before I wept
I learnt how to live when I saw that sunrise
And now I sing this song about looking on my life

Some say you should try to be rich man
Some they say you should be number one
But my wealth will be inside
And will grow under the sun

After hearing this song
I feel some warmth on my face
I look into the sky
And start to feel a sense of place
This mans song means something to me
My eyes they do open
And I sing this melody
Might write some mystery
Might read some text
Might create a family
This world I might affect
Might be a wise man
Might be a fool
Be conquering like a tiger
Or suffer like a mule
Might learn too late
But might drift in sleep
Might learn how to hide my thoughts
And promises to keep
All these things my life might see
And now I be singing about how my life might be and

Some say you should try to be rich man
Some they say you should be number one
But my wealth will be inside
And will grow under the sun

After hearing this song I feel some warmth on my face
I look into the sky and start to feel a sense of place
This mans song means something to me
My eyes do open and I sing this melody
Might write some mystery
Might read some text
Might create a family
This world I might affect
Might be a wise man
Might be a fool
Be conquering like a tiger
Or suffer like a mule
Might learn too late
But might drift in sleep
Might learn how to hide my thoughts
And promises to keep
All these things my life might see
And now I be singing about how my life might be and

Some say you should try to be rich man
Some they say you should be number one
But my wealth will be inside
And will grow under the sun

Desabafo, música e GOG! Por quê não?


Este é um desabafo, um grito surdo, cego e mudo, torto e raivoso.

Por quê não ouvem o GOG? Por quê?

Genival Oliveira Gonçalves, o GOG, é o mais articulado rapper em atividade no cenário musical brasileiro.

Letras contundentes, que são socos no estômago e críticas, muito críticas, até consigo mesmo.

defensor de um Brasil para brasileiros, no seu segundo disco, foi capaz de se autocriticar por ter aparecido na capa do primeiro disco com um boné importado.

Consciente da sua posição de exemplo, fez questão de reparar o erro.

Ele é bom pra gente como a gente, que acha que faz tudo certinho, que é "do bem" e não tem idéia de muitas das consequências dos nossos atos e omissões.

Muito da minha conduta moral foi retirado de suas letras, muito embora eu não faça o tipo "periferia".

Ele é acido, muito ácido com a burguesia, com políticos e com o próprio povo da periferia, quando este adota atitudes "vendidas", se entrega ao crime, às drogas...

Poderia ficar aqui falando horas do GOG, mas ele fala por si, basta que ouçam o que ele tem a dizer.

É hora de relevar a batida pesada (pra quem não gosta), os samplers, os vocais agressivos e prestar atenção no que esta pessoa tem a dizer.

"Não gosto de rap" não é desculpa!

Talvez alguns links sejam menos indigestos, mas não vale parar por aí. (Clique com o "Shift" pressionado para abir em uma nova janela e não sair do blog)

Wikipedia -

Rap na fita -

Site Oficial -

Há que se relevar também os sites, o layout, a arquitetura de informações, enfim.... 1% da população brasileira é considerada incluida digitalmente.... Esses caras fazem muito com pouco.

Essa é a lição.

Atualização das groselhas

Olá a todos, este é tão somente um aviso aos navegantes.

Este blog será atualizado sempre, porém, não existe a menor centelha criativa na minha mente até a hora do almoço.

Neste curto período da manhã, eu acordo, venho para o trabalho (quando não faço estripulias matinais) e trabalho mesmo, sem tirar o olho do gato, nem do peixe.

Além disso estou com sono, geralmente mau humorado (só o básico de quem está trabalhando fora da sua área e nem descobriu a sua área) e por isso atualizarei meu blog da hora do almoço em diante.

Por isso, peço que guardem o furor de ver as novidades do meu blog (crente que é o blog do Juca kfouri) para mais tarde, pois de manhã nada acontecerá mesmo ok?

ai ai ai que diversão, escrever para um público imaginário, composto de umas duas pessoas.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Música

Outra das grandes e antigas paixões, a música me move, não me deixa parado, não deixa que nenhum sentimento passe sem ser compreendido.

No momento, meus vícios são:

Cake - Todos os albuns.

MMW e John Scofield - A Go Go.

Baden Powell - eterno

Zé da Velha e Sivério Pontes - Um disco só de gafieira o outro só de Pixinguinha.

Mundo Livre S/A - Bebadogroove Vol 1 - ô banda boa!

Zebda - Grupo Francês

1992: L'Arène des rumeurs
1993: Le Bruit et l'odeur
1998: Essence ordinaire
2002: Utopie d’occase

São Paulo 180 Graus

A foto que ilustra o cabeçalho deste blog é uma montagem panorâmica da cidade de São Paulo feita pelo fotógrafo, amigo e parceiro Ciro Silva.

Dá até pra sentir o vento, o clima da cidade, o tempo virando....

Obrigado Cirão!

Tricolor

Uma das minhas paixões, talvez a maior e mais antiga: o Tricolor Paulista.

Estamos com pinta de campeões, e o Muricy parece ter conseguido o que vinha tentando sem sucesso: um bom revezamento entre os alas e os volantes.

Acontece que o Richarlysson apóia muito melhor pelos lados do campo enquanto Jorge Wagner atua melhor pelo meio quando temos a bola. Quando estamos sem a bola, acontece o inverso: Richarlysson pelo meio, como um volante nato, e Jorge Wagner pela ala fecha bem os espaços.

Por outro lado, ou melhor, do outro lado, algo semelhante acontece, com o revezamento do Souza com o Ernanes. Quando temos a bola nos pés, o Leandro se desloca para o ataque, embora mais recuado.

O Dagoberto se mexe muito e volta para o meio para buscar as bolas abrindo espaço para que o Leandro suba e para que o Souza deixe de ser ala e se torne um meia armador.

O Ernanes? Ocupa o espaço da ala deixado pela subida do Souza, com a ajuda dos nossos excelentes zagueiros.

Esse eu nem comento, bate de direita, de esquerda, marca bem pelos dois lados e ainda levanta a cabeça para armar o jogo. Enfia uns lançamentos de 30 metros, melhores que os do Pirulito. Se precisar jogar no ataque joga, se precisar jogar nas duas alas, joga também.

Seria essa a grande definição do carrossel?

Quanto à zaga, sem comentários, 7 gols sofridos em 23 jogos.... mas quando mesmo vão levar embora o Breno? Se eu fosse do Milan eu levava já. Mas eles esperam chegar na seleção não é?

Último comentário para falar do meu ídolo Aloísio.

Declaração de amor:

Você Aloísio, pode fazer o que quiser em campo. Pode errar passes, perder gols, pode até fazer gol contra. Só não pode se machucar de novo ok?

Te ver jogando com a camisa do tricolor já foi a maior dádiva que podia querer. Você será sempre o atacante titular. Aloísio e mais 9 (por causa do Rogério Ceni).

Um aviso: Cuidado pois, caso encontre você na rua, posso cometer um deslize, pois não sei se suportarei essa grande emoção. talvez de dê um abraço ou até um beijo!

domingo, setembro 02, 2007

A prova do infinito.

Pra mim o universo é infinito e ponto.

Por uma simples razão:

Cada coisa que descobrimos, nos abre inevitavelmente, uma ramificação de novas perguntas, novos enfoques para o mesmo fato.

É raro se chegar a uma resposta definitiva sobre algo. Geralmente as respostas obtidas não são conclusivas, pelo contrário, elas são ramificadoras, sugerem multiplos caminhos para o conhecimento avançar.

Isso basta para, pelo menos sugerir, que estamos rumando ao infinito.

Na minha humilde opinião.

A vida? O que é?

O aluno levanta a mão.

Demora alguns segundos para captar a atenção do professor, que imediatamente interrompe sua explicação de biologia.

"A vida é algo que se esconde entre as sensações de todo dia e os momentos de euforia?"

O professor se cala e continua sua frase, de onde parou.

Eles são ácidos

Waiting - Cake

So we think that we're important
And we think that we make sense
And we think there's something better on the other side of this fence
And you can soak your bread in gravy
You can soak your bread in soup
But the car that you are driving doesn't really belong to you
So you know you'll always be waiting
Always be waiting
For someone else to call
Yeah you know you'll always be waiting
Always be waiting
I say always be waiting
And you can soak your bread in water
You can soak your bread in wine
It can seem like you are living like you're having a real good time
And you can do it to your conscience
You can do it all the time
You can do it with a vengeance in the morning after nine
But you know you'll always be waiting
Always be waiting for someone else to call
Yeah you know you'll always be waiting
Always be waiting
I say always waiting
I say always be waiting

sexta-feira, agosto 31, 2007

Cultura Inútil

Dizem que pra ser cultura mesmo, tem que ser inútil.

Mas cultura tem serventia, não utilidade.

Pra mim, cultura serve para encontrar pessoas e suas manifestações de sentimentos, em diferentes contextos, que possam auxiliar na compreensão das coisas que vivemos.

Serve também para que eu tenha uma aceitabilidade social e converse com pessoas sobre temas comuns, mundanos e as vezes nada existenciais.

O engraçado é notar como o termo "útil" é pegajosamente ardiloso e safado, quando falamos de cultura.

Se for um filme que não acrescenta nenhum conteúdo, idéia, nem uma imagenzinha sequer, é taxado de "cultura inútil" que deveria ser um elogio para a boa cultura - distante, segundo consta, de qualquer utilidade prática.

Se for um livro que apresenta muitas informações interessantes, históricas, geográficas, ou qualquer conteúdo "útil", mesmo sendo o Harry Potter 11, é chamado de "livro útil", "livro do bem" - porque entretem as crianças e alivia a culpa permitindo um pensamento do tipo:

"Eles estão aprendendo alguma coisa, não estão só me deixando em paz".

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